
Não consigo me recordar do dia em que comecei a escrever notas e comentários sobre os acontecimentos da minha vida. Também não consigo me lembrar o motivo que me levou a escrever sobre cada um deles. O fato é que essa prática me acompanha há muitos anos – nos bons e nos maus momentos.
Tenho a sensação de que muitas das minhas anotações são apenas fragmentos desconexos, soltos no tempo e espaço, que me ajudam a analisar o conjunto da obra de minha vida, fazendo com que eu pense e repense meus conflitos pessoais e com o mundo, analise minhas experiências e aprenda a lidar melhor com minhas frustrações, peculiaridades, egoísmos, medos e desejos.
Não me recordo como tudo começou, mas sei muito bem que, hoje, o ato de escrever se tornou uma maneira de me expressar, de expressar meus sentimentos e opiniões sem receio, e, principalmente, de exorcizar meus demônios.
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O texto abaixo, que já foi publicado aqui, foi escrito por uma amiga minha, Melissa, num momento de saco cheio (você ainda se lembra desse texto, Mel?). E hoje, diante de tudo o que ando sentindo e pensando a respeito da vida, do mundo, das pessoas, o texto* se encaixa perfeitamente.
Cansei…
Estou com o saco cheio de gente que não sabe o que diz.
Estou com saco cheio de gente que passa pela gente e nem diz bom dia; ou diz quando precisa de algum favor da gente coisa urgente.
Estou com o saco cheio de gente que acha tudo lindo, maravilhoso, mesmo sem entender nada e continua achando lindo.
Estou com o saco cheio de viver para trabalhar e cair desmaiada na cama.
Estou com o saco cheio de ficar em casa no final de semana.
De não ter dinheiro pra nada.
Estou com o saco cheio de não conseguir fazer nada que planejo.
De fazer mil planos e nada dar certo, nada sair do papel.
Estou com o saco cheio de futilidade,
do que as regras dizem,
do que as pessoas dizem,
do que as pessoas pensam.
Estou com o saco cheio de me sentir presa.
Presa dentro de mim mesma.
Cheia de vontades, planos e ideias, mas, ainda assim, presa, presa, presa.
Uma presa.
Estou com o saco cheio de sempre ligar, escrever, mandar e-mails, cartas, para os meus “amigos” e eles passarem o ano sem me procurar, ou sem me escreverem espontaneamente, que não seja respondendo um e-mail meu, rapidinho, “oi tudo bem, até mais, beijos!”
Estou com o saco cheio de mensagens prontas,
frases prontas,
ideias prontas.
De só reclamar, de só duvidar, de ter medo.
De não ter coragem,
de não aceitar,
de não confiar,
não sorrir,
não gostar,
não amar,
não acreditar,
não perdoar,
de desonestidade e desrespeito,
de coisas pela metade,
de doações pela metade,
de emoções pela metade,
de dedicação pela metade.
Estou com o saco cheio de violência pela “paz”.
Estou com o saco cheio de abaixar a cabeça,
de ter medo.
Estou com o saco cheio deste bla bla bla.
Estou com o saco cheio do preço das coisas.
Do preço das coisas…
De sentir saudade e não resolver, e continuar sentindo saudade.
De não abraçar,
de não poder tocar,
de não poder olhar,
de não poder fazer o que der na telha.
Estou com o saco cheio de tudo sem amor,
de tudo sem motivação.
De ter que me submeter,
de ter que ficar quieta para não perder o emprego…
Estou com o saco cheio de reprimir meus sentimentos.
Estou com o saco cheio desta falta de ideais.
Desta falta de sal,
desta falta de açúcar,
de tempero,
de amor, de carinho…
Ah!!! Estou com o saco cheio…
* O texto foi editado. O original é esse aqui.
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Há quatro meses minha vida não é mais a mesma. Há quatro meses tenho vivido um verdadeiro inferno. Irritação constante, gasto desnecessário de dinheiro (muito dinheiro!), ansiedade, medo de perder a tão aguardada ligação do Instituto do Rim (sou capaz de matar um da Claro se isso acontecer!) e de perder algum trabalho ou freela, nervoso por precisar de um celular e simplesmente não ter sinal…
Há quatro meses a Claro (maldita Claro) tem transformado minha vida e de meus pais num verdadeiro caos. Até no hospital meu pai foi parar por conta de nervoso (!!!!!!!) e ninguém faz nada para resolver o problema.
Contratamos, no início de setembro/2009, um plano corporativo da maldita Claro para minha mini-microempresa e estou tendo problemas desde o primeiro dia em que tentei utilizar o sinal da operadora. O sinal simplesmente não existe dentro da empresa! (O plano corporativo dessa empresinha de quinta deve ser apenas para vendedores de hot dog, pasteleiros, feirantes… pessoas que trabalham na rua.)
De lá para cá, já registrei mais de 30 protocolos de reclamação, solicitei visita de técnicos do departamento de engenharia (que NUNCA vieram), briguei muito com o idiota do consultor que me vendeu essa merda e prejudicou horrores a minha vida (e agora saiu da empresa – foi despedido por incompetência – e literalmente “lavou as mãos”. Eu que me foda, né?), briguei muito com os atendentes tapados do SAC da Claro (e depois tem gente que acha errado falar mal do pessoal do telemarketing! São raros os profissionais competentes e pensantes), registrei reclamações junto à Anatel (mais perda de tempo, porque essa porcaria de órgão não faz porra nenhum para auxiliar o consumidor. Pura enganação!), pedi cancelamento sem multa por falta de sinal e recebi como resposta “você pode cancelar, desde que pague uma multa de R$ 5.750”.
Foram tantas falhas e sacanagens ao longo desses quatro meses que até Deus duvida! Demoraram dois meses para me informar onde eu poderia obter uma cópia do contrato (coisa que o consultor deveria ter me enviado em, no máximo, 48 horas após a assinatura da proposta de adesão); após assinarmos a adesão, o desonesto do consultor alterou descaradamente o item que informava a renda mensal de nossa empresa (ele aumentou em “apenas” R$ 10 mil o nosso rendimento! Como pode???); pedi o cancelamento por falta de sinal e me mandaram comprar uma antena interna para resolveu o MEU problema (além de prestarem um serviço vagabundo, eu ainda tenho que bancar essa tal antena (que sequer se deram ao trabalho de me informar qual é)?); e por aí vai.
Porra! Que é isso???
O Procon não pode me ajudar, o IDEC idem. Tribunal de Pequenas Causas, pelo que fiquei sabendo, também não vai resolver. O que eu faço então? Minha empresa é pequena e tem rendimento baixo (baixíssimo); não tenho como bancar um processo na justiça.
Recorri a diversos veículos de comunicação que atuam com defesa do consumidor e nenhum deles resolveu o problema. Aliás, o conceito “defesa do consumidor”, para eles, é apenas um meio de atrair a atenção do otário do leitor, porque ajudar a resolver o problema que é bom… NADA!
Não quero nada de absurdo. Não quero tirar dinheiro dessa bosta de empresa desonesta. Quero APENAS cancelar meu contrato sem ter de pagar multa, afinal, se eles não me fornecem sinal, porque eu devo pagar? Pagar por algo que não se pode usar é o fim!
***
Desculpem meu desabafo. Mas chega uma hora que a gente cansa de tanto descaso e falta de respeito.
***
Atualização (07/1/10, 10h40): Acabei de receber uma ligação de uma assessora de imprensa da Claro (Amanda). A dita cuja (que se mostrou mais mentalmente limitada que os funcionários do SAC) ligou apenas para me falar que a empresa não mudará sua posição. Ou seja: “vamos lesar o cliente e ele que se foda! Uhu.”
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- Já decidiu a roupa que você vai usar amanhã, na hora da virada?
- Yeah. Vou usar um vestido.
- Vestido? Nossa, que revolução! hehe Branco?
- Não, não acredito nessa coisa de branco para ter paz. Não sou supersticiosa.
- Que cor é o vestido?
- Vermelho, que é para atrair amor.
- Ah tá…
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Descobri uma dieta ótima e que exige apenas concentração. Nada além disso.
A British Dietetic Association pesquisou e afirmou que o jogo de raciocínio Sudoku queima em média 90 calorias por hora. Isto acontece porque o ato de fazer esforço mental também precisa de calorias para funcionar. O cérebro não consegue queimar moléculas gordurosas (a gordurinha já existente), mas ele queima as moléculas de açúcar (aquelas que ainda não viraram gordura).
Então, podemos dizer que pensar bastante ajuda no regime, pois, se a pessoa não consegue cortar do cardápio o chocolate e outros alimentos não muito saudáveis, o cérebro ajudará a eliminá-los do organismo antes de “fazer um estrago”. Além, é claro, de fortificar a memória e a capacidade de raciocínio.
Assim… vamos começar nossa dieta?

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É possível alguém nos apaixonarmos por apenas um dia? E por uma pessoa que só vimos uma vez na vida e que, provavelmente, nunca mais veremos? Se isso for possível, acho que me apaixonei por um dia por um enfermeiro do laboratório Digimagem.
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Coluna publicada hoje na Revista do JT (Jornal da Tarde)
Eu sei que você está ansiosa para encher a sala de coisas brilhantes e luzinhas coloridas. É Natal lá em casa também. Os vizinhos já penduraram enfeites nas portas e eu já recebi dezenas de cartões. Não respondi, nem vou. Eu também adoro cachorrinhos com gorro de Papai Noel e os bebês fofinhos que aparecem nesses envelopes. Mas, se o nosso correio é virtual o ano todo, por que eu gastaria papel com mensagens só em dezembro? Envie um cartão personalizado pela internet, você pode usar até uma foto sua para desejar boas festas. Entra lá: www.mirbit.com. Ah, e dá para fazer uma montagem com aquele gorro vermelho no seu próprio cãozinho. Os amigos vão gostar mais, acredite. E, se descartarem seus votos, ao menos a lixeira será virtual. Seus destinatário não acessa a internet? Se pretende mesmo deseja algo, telefone ou faça uma visita. É mais sincero do que comprar uma mensagem genérica, assinada por dez pessoas, que só colocaram o nome ali para ganhar a sua simpatia. Bancos e lojas, por exemplo, costumam desejar muito a sua amizade. E por falar em amizade, que tal resgatar os papéis de presente daquele amigo secreto do ano passado? Confessa: você, que adora purpurina, deve ter guardado aquele laço dourado que embrulhava a sua nova agenda. Então, pare de comprar essas coisas, reaproveite. E, se o assunto é brilho, vai a dica: pegue uma caixa de longa vida, dessas difíceis de reciclar, com papelão, alumínio e plásticos misturados – em que cesto de reciclagem você a colocaria? Pois bem, corte a embalagem e cole as partes externas. Surpresa: ganhou um papel prateado! É tudo o que você precisava para recortar anjos, sinos e outras belezinhas natalinas para o seu dezembro.”
Porque eu postei essa coluna? Por que essa é a primeira vez que eu vejo alguém que pensa como eu (com exceção da parte do longa vida, vamos deixar claro) expor, sem o menor constrangimento, sua opinião.
Para quê enviar cartões padronizados e sem graça se durante todo o ano só usamos o e-mail para nos comunicarmos (se é que, de fato, nos comunicamos alguma vez durante esse período)? Tem gente que passa o ano todo sem dar um sinal de vida e em dezembro, na maior cara de pau, manda um cartãozinho meia-boca, comprado em uma barraquinha ou camelô da Praça da Sé por R$ 1 a dezena, apenas com a assinatura. Que valor tem isso?
Até mais ou menos 2005 eu costumava enviar cartões de Natal, e o fazia “de coração”, por realmente gostar das pessoas e desejar-lhes tudo de bom. Depois comecei a perceber que aquilo tudo não passava de politicagem – pelo menos para os outros. “Tenho de enviar cartão para fulano se não ele vai reclamar/ficar chateado/falar mal de mim”. Quer dizer, praticamente ninguém desejava boas festas por querer que o outro, de fato, tivesse boas festas. Era tudo falso, quase um “cala boca” que um tentava dar no outro. Péssimo. A partir dali, passei a desejar boas festas, feliz aniversário, feliz dia do amigo… apenas pela internet. Assim, os votos seriam personalizados e verdadeiros (afinal, eu não me daria ao trabalho de escrever um cartão virtual ou e-mail se não me importasse com a pessoa) e, caso a pessoa não os quisesse, era só deletar. Sem desperdício de tempo, de dinheiro e sem prejuízo ao meio ambiente. Muito mais honesto e coerente. É isso aí, Giuliana!
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