Dias atrás, recebi algumas fotos por e-mail de um cachorro que não tinha as duas patinhas da frente e, por isso, andava com as patas traseiras, como se fosse um ser humano. Ao ver as imagens, minha primeira reação foi de choque. Fiquei triste, com vontade de pegar o cachorro e levá-lo pra casa para cuidar dele; deu vontade de carregá-lo para tudo quanto é lugar no colo. Bateu um mega instinto de proteção! Mas, em seguida, pensei: “Esse cachorro não precisa disso. Ele não precisa de mim ou de quem quer que seja para carregá-lo para lá ou para cá, como se ele fosse um inválido”.
Percebi, ali, olhando para as tais fotos, que aquele bichinho era, na verdade, uma lição de vida. Eu, que tenho braços e pernas perfeitos, que raciocino, que consigo me virar e fazer tudo o que quero e preciso, que sou independente, nem sempre faço tudo o que posso e/ou devo por cansaço, preguiça, má vontade. Já ele, um ser (dito) irracional e mutilado, se vira sozinho. Vai para lá e para cá, anda, senta, deita…
A mim, ele quis dizer que, não importa o problema que estamos enfrentando no momento e o quão difícil ele pareça ser, sempre é possível superá-lo e seguir em frente com nossas vidas, tornando-nos diariamente vencedores. (E, nessa fase da minha vida, era bem esse o tipo de lição que eu estava precisando!)
Espero um dia conseguir ser tão forte e determinada quanto esse cachorrinho…



