Um pouco sobre mim, Paulinha
Sou um ser inconstante, em processo de mutação e evolução. Dividida em várias partes, disformes e díspares. Algumas habitam a lua, outras se perdem na Terra.
Gosto de coisas belas; de orquídeas, gérberas, violetas e rosas vermelhas; de admirar o mar, o céu e as estrelas; de peixes coloridos, pássaros e cachorros. Aprecio a boa música, independente de gêneros, e também gosto do silêncio. Gosto de cinema, de livros, de artes plásticas.
Posso ser completamente muda e verborrágica, transparente como água cristalina ou caudalosa como um poço cujo fim não se pode visualizar.
Aprecio a sinceridade e a amizade – artigos em falta no mercado da vida; prefiro a dor da verdade à felicidade fugaz provocada pela mentira.
Queria ler mais livros e assistir a mais filmes e peças; queria (e deveria) ser disciplinada com a alimentação. Queria compreender matemática, mas os números não nunca me seduziram. Gostaria de conhecer melhor meu país e alguns outros. E aprender inglês, espanhol, japonês, francês, alemão, italiano… E publicar um livro sobre qualquer assunto de meu interesse. E isso… isto… aquilo… e mais algumas coisas.
Adoraria voltar a ter a inocência que tive na infância e ser capaz de enxergar a todos que me cercam de maneira diferente da que faço hoje. Gostaria de ter a pureza e a simplicidade de uma criança, e não prestar atenção à maldade e despeito das outras pessoas. Assim, viveria mais feliz comigo e com o mundo.
Além disso tudo, também sou uma jornalista em busca de meu lugar ao sol – ou no mercado de trabalho -, lutando para conquistar tudo o que eu tenho direito.
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Um pouco sobre o blog
Comecei a blogar em meados de 2000, na época em que trabalhei na Livraria Cultura; na época em que blog ainda era coisa de gringo e uma novidade no Brasil. Meu primeiro blog foi o Virtual Diary (fala a verdade: nome criativo, hein?), no Blig, que durou cerca de dois anos, acredito. O conteúdo acabou se perdendo, porque o Blig apagou meu blog depois de um período de inatividade.
Em seguida, no final de 2002, passei para o It’s Just Me, no Weblogger, que mais tarde passou a se chamar Just As I Am, uma referência não literal a uma fala do filme O Diário de Briget Jones. Esse blog foi palco de muita coisa importante em minha vida. Foi ali que comemorei minha formatura na faculdade de jornalismo; que contei os segundos para encontrar meu primeiro emprego na área; que “causei” minha primeira demissão na área (é…); que sofri de amor ou qualquer coisa do gênero; que expus meus gostos, desgostos, felicidades, anseios, revolta. Foi ali que eu realmente vivi durante cerca de cinco anos. Por causa de um comentário infeliz (mas principalmente por causa da maldade de uma pessoa com quem eu trabalhava), tirei o blog temporariamente do ar (o famoso hiatus). Foram quase seis meses sem blogar – postava apenas alguns raríssimos posts dignos de serem considerados os precursores do Twitter, de tão curtos (e irrelevantes) que eram. Por conta do que havia acontecido, perdi a vontade de escrever por um bom tempo. Mas passado o período caótico, não resisti e retomei o blog no final de 2004, ainda sobre o nome JAIA.
Quando comecei a fazer pós-graduação, minha vida ficou tão corrida que fui obrigada a abandonar novamente o blog. Ou eu me preocupava com o trabalho na redação da revista de seguros, a pós e o curso de inglês, ou me dedicava ao blog. E eu optei pela primeira parte, óbvio.
Após terminar o curso e mudar de emprego, decidi voltar ao blog, mas o Weblogger estava dando tantos problemas! Depois de uma conversa com uma amiga querida, Mel, fui presenteada (por ela) com o I Don’t Like Mondays, título inspirado em uma música do Boomtown Rats e cantada por Bon Jovi em diversos shows. E cá estou.
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