Medicina do trabalho

Uma sala de reunião no mesanino do prédio da editora. Sobre a mesa, um laptop, uma pasta com estetoscópio e outros equipamentos médicos, uma caneta com a carga pela metade e algumas folhas de sulfite. Entro na sala. Uma mulher, médica do trabalho, que mais parece estar em sua sala de estar, ligeiramente jogada em sua cadeira e com cara de preguiça, me olha e diz “senta aí”, mostrando a cadeira a seu lado. (Assim mesmo? Sem um aperto de mão ou, pelo menos, um ‘bom dia’? Ok…). Sentei, pensando: “lá vem aquele monte de perguntas sobre minha saúde”. Sim, sim, veio… Ô se veio! “Nome? Completo.”, “Idade?”, “Seu cargo?”, “Quanto tempo tá na empresa?”, “Faz exercício?”, “Alguma doença?”, “Dá o braço. Esse mesmo.”, aperta a bombinha algumas vezes, “11 x 7, a pressão tá boa” (Obs: Mentira! Não está boa porcaria nenhuma. Minha pressão sempre foi na faixa de 12×8, 13×8. 11 x 7, no meu caso, está um pouco baixa.), “Deixa ver essa perna. Não, só essa mesmo. Você não tem varizes.”, “Assina aqui. E aqui.”, “Pode ir e manda a próxima descer”.

Isso é que é ser médico? A tiazinha recebe um salário consideravelmente bom – melhor que o meu, pelo menos – para isso? (E mais uma vez eu me penso: “errei de profissão!“)

Anúncios

Um comentário sobre “Medicina do trabalho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s