Juízo

Hoje, participei da cabine do filme Juízo, de Maria Augusta Ramos, no Cinesesc da Augusta.

O filme acompanha a trajetória de jovens menores de idade diante da lei. Meninas e meninos pobres entre o instante da prisão e o do julgamento por roubo, tráfico, homicídio… Como a identificação de menores infratores é proibida por lei, eles são representados no filme por jovens não-infratores que vivem em condições sociais similares. Todos os demais personagens de Juízo (juízes, promotores, defensores, agentes do DEGASE, familiares) são pessoas reais filmadas durante as audiências na 2ª Vara da Justiça do Rio de Janeiro e durante visitas ao Instituto Padre Severino, local de reclusão dos jovens infratores.

Juízo atravessa os mesmos corredores sem saída e as mesmas pilhas de processos vistos no filme anterior de Maria Augusta Ramos, Justiça, e conduz o espectador ao instante do julgamento para desmontar os juízos fáceis sobre a questão dos menores infratores. Quem sabe o que fazer?

As cenas finais de Juízo revelam as conseqüências de uma sociedade que recomenda “juízo” a seus filhos, mas não o pratica.

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