Ganhando tempo – ou não

Chega a me causar estranheza ver o quanto as pessoas acreditam na tecnologia e em sua capacidade de agilizar tudo e nos fazer ganhar tempo constantemente. É evidente (inegável!) que ela facilita muito nosso dia-a-dia, reduz a quantidade de papel e a necessidade de retrabalho, mas não nos faz ganhar tempo.

Explico: quanto mais rápido realizamos uma determinada atividade (seja emitir uma nota fiscal eletrônica, redigir uma matéria, revisar um texto, criar uma planilha…), mais rápido conseguiremos assumir uma nova tarefa. Isso significa que apenas agilizamos o trabalho, mas não ganhamos o tal tempo.

Ao meu ver, “ganhar tempo” significa ter espaço na agenda (eis um pensamento típico de quem mora em São Paulo e vive na correria…) para se divertir, sair com amigos, curtir a família, ler um livro quietinha em casa ou, simplesmente, não fazer nada. Mas, num mundo corporativo que exige cada vez mais de seus colaboradores (mais atenção, mais dedicação, mais proatividade…), confesso, desanimada, que não vi nem espero nada parecido.

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