Oportunidades perdidas

Engraçado como as pessoas somente dão valor às coisas, pessoas e oportunidades depois que elas saem de suas vidas. Infelizmente, não sou uma exceção à regra.

Ao longo de meus 29 anos de idade, deixei escapar diversas oportunidades, seja por ter feito escolhas equivocadas ou simplesmente por não ter tomado nenhuma atitude.

Já dispensei um trabalho para ficar com outro – e, tempos depois, acabei sofrendo as consequências de uma má escolha; por omissão e medo de expor meus sentimentos, deixei amigos queridos saírem da minha vida pelo simples fato de não concordar com algumas de suas atitudes ou opções; já abri mão de cursos, dietas, academias, passeios, baladas… Já joguei fora, mesmo que inconscientemente, grandes possibilidades que surgiram em meu caminho.

Mas, no momento, por conta de uma série de comentários e sonhos (pois é, sonhos…), uma coisa que tem me incomodado é a lembrança de uma oportunidade desperdiçada durante cerca de dois anos de convivência constante.

Passamos muito tempo juntos. Foram muitas conversas por MSN, SMS, telefone, na porta do curso, dento do carro. Sabíamos muito um sobre o outro, sobre o que gostávamos, o que queríamos da vida, as “pisadas de bola” que já demos. Comentávamos um com o outro sobre os problemas do dia-a-dia, do trabalho, os momentos de estresse dentro de casa. Muita informação. Mas, mesmo sabendo tanto sobre ele, não sei dizer se teríamos dado certo. Quem sabe?! Talvez desse certo e durasse para sempre, talvez não passasse de um dia. Não sei. O fato é que, mesmo tendo a chance de tentar, mesmo sabendo que diversas pessoas ao nosso redor torciam para nos ver juntos (por sermos compatíveis em muitos aspectos, por termos objetivos de vida semelhantes, por termos uma relação bastante próxima e bacana), mesmo sabendo que outras tantas pessoas tinham certeza que nós formávamos um casal bonito (nos divertíamos muito com essa história!), mesmo sabendo que tínhamos tudo – ou muita coisa, pelo menos – para dar certo, eu perdi a oportunidade por omissão, por medo de estragar a amizade que tínhamos (e, mesmo a distância, acredito que ainda temos), por achar que eu não teria chance. E, a essa altura do campeonato…

Não falo isso com tristeza, mágoa ou sentimento de desilusão (passei da idade de sofrer pelo Príncipe Encantado – apesar de ainda ter um pouquinho de esperança de encontrá-lo um dia), mas, sim, com a consciência de uma mulher quase balzaquiana, que aprendeu que nessa vida só avança, só tem progresso e conquista seus objetivos aqueles que são corajosos e obstinados. E eu preciso urgentemente aprender a ser assim. Não por ele nem por ninguém; apenas por mim.

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