Tu (nem sempre) te tornas responsável…

Quantas vezes já ouvimos alguém falar “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (ou qualquer variação válida da célebre frase de St. Exupéry, escrita no clássico “O Pequeno Príncipe”)? Sem dúvida, essa é uma das frases mais “batidas” da história da humanidade. Mas, hoje, quando me falaram isso (em uma das diversas versões existentes), percebi que ela não é totalmente verdadeira.

Muitas vezes, baseados em nossa vivência diária e nossos pré-conceitos, em opiniões alheias e sem conhecimento de causa, ou em opiniões estabelecidas anteriormente à ocorrência de um determinado fato ou situação, acabamos adotando um posicionamento e, consequentemente, realizando um pré-julgamento a respeito de algo ou alguém que não necessariamente seja verdadeiro. É nesse aspecto que considero a referida frase parcialmente correta, uma vez que a “vítima” do preconceito/pré-conceito nem sempre é responsável pelo sentimento alheio que cativou. Em muitos casos, ela sequer tem ideia da existência desse sentimento – seja ele positivo ou negativo.

Quem nunca julgou ou foi julgado a partir de critérios tão subjetivos? Quem nunca olhou para alguém e pensou, sem mais nem menos, “não fui com a cara dessa pessoa” ou simplesmente sentiu simpatia por alguém, tendo por base um único sorriso? Isso é algo bastante comum. Somos humanos, oras!

Já “julguei” a partir de aparência, jeito de andar ou falar, postura, vestimenta, tom de voz, comportamento… Em parte desses julgamentos eu estava certa a respeito das pessoas; em outras, contudo, estava completamente errada – não era nada daquilo que eu estava pensando.

Ultimamente – feliz ou infelizmente, ainda não sei dizer –, não tenho errado tanto quanto antes. Tenho conseguido avaliar muito bem as situações e pessoas (embora nem sempre eu consiga consertar as coisas), não por ser uma “ótima juíza”, mas por ter o cuidado de questionar e conhecer mais a fundo a pessoa/fato/objeto antes de proferir minha sentença. “Por que A fez isso?”, “por que B é de tal jeito?”, “por que C agiu assim?”, “por que D tratou E de tal modo?”.

Porém, lamentavelmente, nem todas as pessoas têm o mesmo cuidado. Muitas aceitam as opiniões alheias – por falta de conhecimento de causa, por preguiça de pensar por conta própria, por “interesses escusos” no dono da opinião ou por qualquer outro motivo, que não me convém (nem interessa) julgar aqui – em vez de questionar e conferir se “tudo aquilo” que se pensa é realmente “tudo aquilo” que se é.

É uma pena. Muitas vezes, por estupidez, preguiça de raciocinar ou mera prepotência (tem gente que se acha superior, fazer o quê?!), perde-se a oportunidade de “jogar limpo”, conhecer mais sobre pessoas ou situações e viver bem, num ambiente pacífico. Pena.

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