Ten years

Somente agora, praticamente à meia-noite, a última de 2010, é que eu percebi que, além da habitual passagem de ano, estamos deixando uma década inteira para trás. Os finados anos 2000… Lembra do medo que muitas pessoas tinham do bug do milênio? E do fim do mundo? Tudo isso, e muito mais, já ficou para trás. A lembrança da alegria, mesclada à sensação de vazio, que experimentei enquanto saía da faculdade pela última vez. A mesma sensação com o fim da pós. A decisão de trancar a segunda faculdade, mesmo sabendo que eu poderia me arrepender depois. As saudades dos amigos/colegas de curso, das risadas, das conversas. A inocência perdida em diversos aspectos. As roupas sociais usadas em muitos eventos de trabalho. Botinha da Lui Lui ou tênis, baby look e moletom em outros dias. Internet, com seus prós e contras. Blogs, meus e dos outros. Fotologs. Imagens confusas do que era o amor e do que ele significa. Platão e Eros. Vergonha das pernas grossas. Cabelo virgem, cabelo com três cores (chocolate, cobre e loiro), cabelo avermelhado, cabelo com luzes. Noites tristes, noites comuns, noites de gargalhadas com amigos. Momentos de euforia e depressão. Rock. Punk Rock. Um pouco de Pop e música clássica. Novos estilos e desejos. Amor e raiva. Confusão sentimental. Aprender a tomar cerveja e saquê (mas não puro). Aprender a mentir e a desmentir. Aprender a mudar e aceitar, mesmo contrariada, as mudanças. Aprender a lidar com as diferenças e, em alguns casos, com a falta de respeito e de caráter das pessoas. Cortes de cabelos felizes e outros nem tanto. Largar tudo. Recomeçar. Aprender a andar de salto alto. Fazer tatuagens. Tentativa de envenenamento por remédio e a descoberta de que as pessoas – principalmente no ambiente profissional – nem sempre são equilibradas. Gente nova chegando, gente antiga ficando diferente, gente que vai ficar pra sempre, gente que foi pra puta que pariu. Voltar para casa na chuva, pedir carona. Dias bonitos e ensolarados, apesar da vida e da dor. A certeza de que o mundo nem sempre é como gostaríamos. A maturidade, para o bem ou para o mal. Os finados anos 2000, quando eu deixei de ser mocinha e virei, aos trancos e barrancos, à contragosto, uma mulher definitivamente adulta. Season Finale de várias séries e sonhos, estreia de tantas outras coisas. Muitas mudanças ocorridas. Muitas mudanças por vir na nova década.

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