Mötleu Crüe

“Nos últimos tempos, cada vez mais artistas que nunca tinham vindo ao Brasil estão marcando shows por aqui. Johnny Winter, John Fogerty, Rage Against the Machine… Ontem foi a vez do Mötley Crüe, a lendária banda de glam metal californiana.

Cheguei cedo ao Credicard Hall e consegui ficar perto do palco. A abertura ficou por conta do Buckcherry, banda também californiana, formada em 1995. O grupo fez uma apresentação competente. O vocalista Josh Todd ficava pulando pelo palco, exibindo suas tatuagens e fazendo movimentos supostamente sensuais, enquanto o guitarrista Stevie D. balançava a cabeça como Angus Young e jogava dezenas de palhetas para o público. Em uma hora de apresentação, o Buckcherry tocou 10 músicas de seus cinco discos. Várias, como “All night long” e a balada “Sorry” eram conhecidas pela maioria do público.

O Mötley Crüe entrou pontualmente às 23h. Quando as cortinas subiram, a expectativa era grande. Afinal, foi a primeira vez que a banda tocou no Brasil, com a formação original. Eles abriram com “Wild side”, antes de emendar “Saints of Los Angeles”, “Live wire”, “Shout at the devil”, “Same ol’ situtation” e “Primal scream”. A primeira pausa veio antes de “Home sweet home”, quando Tommy Lee saiu de trás da bateria para agradecer ao público e dizer que esperou muito para poder tocar no país.

A banda tocou “Home sweet home” e “Don’t go away mad (just go)” como parte de uma seção “baladas”. Depois, o guitarrista Mick Mars fez um solo barulhento em que apenas tirou sons bizarros de sua guitarra. Quando a banda inteira voltou ao palco, tocou uma música mais poderosa que a outra: “Dr. Feelgood”, “Too young to fall in love”, “Ten seconds to love”, “Girls, girls, girls”, “Smoking in the boy’s room” e “Kickstart my heart”. Demoraram um pouco para voltar para o bis, em que tocaram apenas uma música, “Looks that kill”.

Embora seus discos sejam bons, a banda é simplesmente arrasadora ao vivo. Vince Neil ainda é capaz de animar a plateia e alcançar os mesmos agudos que atingia nos anos 1980. O baixista Nikki Sixx é, talvez, o maior ídolo dos fãs do Mötley. Havia várias pessoas usando cabelos parecidos com o de Nikki. Bastava ele andar de um lado para o outro para a plateia gritar. Mick Mars é um guitarrista talentoso e Tommy Lee é um grande baterista.

O Mötley Crüe fez o show pelo qual todos os fãs esperavam há muitos anos.”

[por André Sollitto]

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s