Crônica de uma morte anunciada

O começo,

Depois de uma vida de excessos de música, drogas e álcool, hoje, enfim, Amy Winehouse se foi. Para mim, particularmente, essa é apenas mais uma morte banal entre tantas que ocorrem diariamente em todo o mundo – por falta de orientação dos pais, por irresponsabilidade e inconsequência da própria pessoa, por covardia e preguiça de enfrentar o mundo e suas dores de cara limpa e peito aberto…

Surpreso certamente ninguém está. Sua morte era apenas uma questão de tempo (uma prova disso é o site When will Amy Winehouse die?, que oferecia um iPod a quem acertasse a data de morte da cantora – o resultado será divulgado em breve…). De 2003 para cá, o mundo acompanhou a ascensão e o declínio – especialmente físico – de uma jovem inglesa, dona de uma imagem marcante e uma voz forte e potente, muitas vezes comparada a cantoras renomadas como Nina Simone e Sarah Vaughn.

Não sei quais foram os motivos que a levaram a recorrer às drogas e ao álcool (sei apenas sou contrária a esses subterfúgios), mas é uma pena ver que alguém que teve a oportunidade de fazer muito mais do que fez, de deixar uma marca realmente positiva na história da música, jogar seu talento e sua vida no lixo.

o meio

Pior ainda é ver pessoas idolatrando – literalmente – alguém que dedicou parte de sua vida à autodestruição e que, com isso, não acrescentou nada de bom à vida de ninguém. Lembro de ter lido uma crítica sobre o show de Amy aqui em São Paulo, no início desse ano, na qual o jornalista comentou, em tom indignado, que o público comemorava cada gole que ela dava em sua bebida, mas praticamente a ignoravam enquanto cantava (tanto pelos constantes desafinos, quanto pela falta de presença de palco/apatia e, principalmente, por suas constantes saídas de cena). Desculpe-me, mas fãs de verdade não se diverte com a desgraça de seu ídolo. Se você admira alguém, você quer vê-lo bem, feliz, saudável. Ou não?

Enfim, como todos os veículos de comunicação estão insistindo em dizer (haja falta de criatividade para criar novas pautas!), aos 27 anos, Amy e sua troubled soul finalmente se juntaram ao 27 Club. A causa de sua morte, embora a polícia londrina diga que ainda é desconhecida, nós sabemos qual é…

Aos que ficam e a queriam bem, minhas sinceras condolências. A todos, fãs e amigos (ou não), que fique o aprendizado e a certeza de que existem outras saídas para as dores da alma que não as utilizadas por Amy Winehouse.

e o fim de Amy Winehouse.

Descanse em paz, garota atormentada.

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2 comentários sobre “Crônica de uma morte anunciada

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