About a friend

Hoje eu não te amo mais. Aliás, sendo bem sincera comigo mesma, nem sei se o que eu sentia por você era, de fato, amor. Talvez fosse apenas paixão, que vem forte, bagunça nossos sentidos e sentimentos, e depois, sem mais nem menos, vai embora. Talvez fosse amor, mas não daquele tipo de amor homem-mulher, mas de amigo. De verdade, não sei dizer qual tipo de amor eu sentia por você. Só sei que eu gostaria de ter tentado, de ter “pago para ver” se aquilo que eu sentia era, de fato, amor verdadeiro. Tínhamos – temos – tanto em comum, ideias, planos, objetivos. Nossa afinidade sempre foi muito boa, nosso jeito de pensar o mundo, de pensar a vida, de agir… É uma pena – pelo menos para mim – que eu nunca tenha descoberto qual era esse sentimento que eu nutria em relação a você. Quem sabe se eu tivesse dado o primeiro passo, me arriscado (covarde, Paula!), nós tivéssemos dado certo. Nossas chances eram grandes. Mas hoje isso não importa mais; você tem outra pessoa em sua vida e, para nós, restou a distância e muita saudade (porque, sabendo ou não o que eu sentia, ainda sinto saudade da nossa amizade e das nossas conversas, que sempre me deixavam feliz).

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3 comentários sobre “About a friend

  1. Se você estava lá e não descobriu o que era, é por que não era. Independente do que você fosse descobrir sobre si, ainda teria que descobrir se essa pessoa a amava da mesma forma…

  2. Essa confusão entre amizade e amor é muito mais comum do que parece. Já passei por isso duas vezes e é complicado mesmo saber lidar com os sentimentos. Carinho, muita proximidade, conversas muito francas… tudo isso pode confundir nossa cabeça. Uma coisa eu te garanto: se não aconteceu nada entre vocês – se nem você nem ele deram o primeiro passo -, é sinal de que esse relacionamento simplesmente não deveria ser. É meio besta falar isso, mas é verdade. Talvez para você (e para ele, quem sabe) a amizade fosse muito mais importante que qualquer tipo de relacionamento amoroso/sexual. Falando por mim: nas duas vezes que passei por isso, sofri pra caramba, claro, mas acabei optando por manter a amizade. Se o namoro não vingasse, eu perderia duas vezes – o namorado e o meu amigo. Não quis me arriscar. Você não pensou nessa possibilidade também?

  3. Pois é, Alexandra, o medo de perder amigo E namorado, ao mesmo tempo fez com que eu não agisse e deixasse essa história de lado. E apesar de, hoje, saber que foi a melhor “decisão”, ainda assim sinto que deveria ter arriscado. Sabe aquela sensação de história mal resolvida? Então… Mas já foi, né? Cada um continuou com a sua vida…

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