Grosseira travestida

Prefiro o incômodo da verdade à tranquilidade ilusória da mentira. Melhor saber o que, de fato, está ocorrendo a ser enganada; melhor saber o que pensam ou dizem a meu respeito a passar por boba. Acredito que qualquer pessoa com o mínimo de bom senso e juízo concorda comigo.

No entanto, a verdade que eu desejo é aquela pura e cristalina, que não seja nada além de verdade, em seu sentido literal. Grosseria travestida de honestidade, prepotência disfarçada de competência, agressividade camuflada de sinceridade não (me) servem. Dispenso.

Não vejo razão para grosserias, intimidações ou humilhações quando se é possível dialogar civilizadamente. Se bem que diálogos civilizados são para pessoas civilizadas – o que, convenhamos, raramente é o caso de pessoas que agem assim.

Tanta prepotência e insensibilidade, a meu ver, além de ser prova de ignorância e pequenez, indicam insegurança. Geralmente, essas pessoas são do tipo “o meu X é melhor que o seu”, “comprei o Y que é fantástico”, “sou muito mais W que muita gente por aí”, “eu tenho Z, você não tem”. Quem é bom de verdade não precisa disso, quem é alguém de verdade não precisa pisar nos outros.

Fico verdadeiramente incomodada com esse tipo de postura e mentalidade, mas, ao mesmo tempo, tenho dó de pessoas que agem e pensam dessa maneira. As maiores prejudicadas – no longo prazo – são elas mesmas. Coitadas.

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