Sobre os últimos 365 dias

Difícil explicar o que foi 2014. Não posso dizer que foi um ano ruim, mas também não dá para afirmar que foi um bom ano. De modo geral, foi um período de altos e baixos; uma verdadeira montanha-russa emocional.

Houve uma grande mudança profissional que, embora tenha parecido assustadora no início, mostrou-se muito positiva. Ela representou o fim dos dias de tormento com um trabalho que eu não gostava, o fim das longas jornadas de trabalho (sem pagamento de horas-extras, dias de folgas e, menos ainda, consideração e educação por parte da chefia) e do cansaço e da irritação intermináveis. Significou, ainda, o início de uma possível nova carreira e de novos planos profissionais – mas ainda é cedo para afirmar e decidir qualquer coisa; tenho muito a aprender. Ah, essa mudança trouxe também a resolução de uma grande pendência que eu tinha com uma pessoa da família. Graças a Deus!

Por falar em família… Este ano eu descobri que nem toda família age como família e que, infelizmente, algumas pessoas não são o que fingem ser. Aprendi que laços de sangue nem sempre têm valor e que as pessoas podem ser ruins/desonestas quando querem. Essa descoberta trouxe consigo uma boa dose de decepção, desgosto e desamor. Mas como quem errou não fui eu, azar dessas pessoas. Tem alguém lá em cima acompanhando passo a passo as coisas que elas fazem e fizeram.

Ainda sobre família, pela primeira vez na vida, senti o que é perder alguém. Minha tia, depois de tantos anos de luta com a saúde, perdeu sua batalha e partiu em 27 de setembro. Como é difícil lidar com a ideia de que nunca mais veremos alguém tão próximo. Como é difícil ver pessoas queridas sofrendo com esse distanciamento eterno. Acho – quase com certeza – que esse foi o momento mais tenso deste 2014. Ao mesmo tempo em que a dor da perda rondava minha família, vi o quanto é importante ter amigos. Muitos estiveram presentes naquele final de semana ruim, dando seu apoio e seu amor.

Em relação aos amigos, embora eu tenha poucos (amigos de verdade são difíceis de se encontrar, e eu não confio facilmente em qualquer um), posso dizer que os meus são mais do que especiais. Não importa se estiveram fisicamente presentes, se nos encontramos apenas uma vez no ano ou se eles marcaram presença pelo Facebook ou pelo Whatsapp: o fato é que eles estiveram na minha vida e me proporcionaram muitos (muitos mesmo!) momentos de diversão, de conversas sérias, de troca de informações, de crescimento. Obrigada!

Outro ponto do alto no quesito amizade foi o casamento de uma amiga querida. A madrinha-amiga-organizadora de casamento ficou mais do que feliz em fazer parte daquele momento especial.

Este ano também foi um período de agradecer: aos meus pais, por tudo; a Deus, pela vida, pela saúde (minha e dos meus pais, mesmo diante das “capengadas” que tivemos no meio do caminho) e pela proteção do rim; pelos novos desafios profissionais; pelos aprendizados, em todos os sentidos.

Provavelmente esqueci de mencionar alguns fatos – bons e ruins –, mas isso não importa; o que realmente vale é agradecer por ter vivido mais um ano (com êxitos aqui e ali; com quedas, com direito a arranhões e aprendizados) e ter a oportunidade de iniciar 2015, de cabeça erguida, em paz e com muita disposição para fazer as coisas darem (mais) certo nos próximos 365 dias.

Que 2015 seja O ano em nossas vidas! Tim-tim!

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