Leva um (bom) tempo, mas a gente aprende

Leva um (bom) tempo até a gente finalmente entender que algumas pessoas simplesmente não valem a pena ser mantidas em nossas vidas (ou nunca valeram, se pararmos para pensar direitinho no assunto). Mas até chegarmos a este entendimento, até vermos as coisas com mais clareza, são muitas as caras quebradas, as portas na cara, os choros, os momentos de tristeza, as desilusões, as frustrações… que temos que encarar.

É amigo? Ah, vamos dar mais uma chance. Afinal, aquela pisada de bola nem foi tão séria assim, sem contar que foi sem querer que a pessoa fez aquilo (tudo bem que aquela é xxxª mancada “sem querer” que a pessoa dá com você, mas antes isso do que ficar sem amigo, não é?).

É colega de trabalho? Ah, vamos relevar para manter a paz no ambiente de trabalho e preservar o emprego (mesmo que a pessoa seja escrota com você em todas as oportunidades possíveis e que o emprego nem seja lá grandes maravilhas, mas é preciso manter a pose, o “profissionalismo” e a cabeça no lugar, afinal, o mercado de trabalho está ruim).

É da família? Ah, poxa! Aí não tem mesmo como cortar da nossa vida. Família é para sempre, é sagrada, é “sangue” (mesmo que a pessoa viva lhe criticando negativamente, mesmo que ela tente lhe fazer algum tipo de mal, mesmo que a pessoa viva semeando a discórdia entre seus parentes, mesmo que ela seja um poço de ingratidão, mesmo que a pessoa só se lembre de você quando precisa de alguma coisa, mesmo que a pessoa não saiba argumentar e prefira partir para a agressão física e moral… mas como ela é da família, a gente acaba aceitando, porque é um laço muito forte e o amor prevalece, né?).

Não. NÃO! Não é assim que as coisas funcionam!

Para alguém ficar na minha vida, essa pessoa tem que ser boa para mim, tem que me fazer bem – e o inverso também é válido, ou seja, para eu ficar na vida de alguém, tenho que valer a pena para esse alguém, não dar apenas dor de cabeça. Não importa se é amigo, conhecido, colega de trabalho ou parente. Se não me faz bem, passar bem! Tome seu rumo e me deixe em paz.

Mas, nossa… Como a gente demora para entender uma coisa tão simples e “boba” como essa!

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais do que qualquer coisa. – Pe. Fábio de Melo

Cansei de levar desaforo para casa. Cansei de ouvir bobagens. Cansei de passar por situações que eu não precisava passar. Cansei de sorrir só para não arrumar confusão, quando a minha vontade, na verdade, era voar no pescoço da pessoa e colocar os pingos nos “is”. Cansei de manter o status quo só para não destoar do restante da multidão. Tudo por medo de reagir e “perder” alguém que eu queria bem (mas que, por suas atitudes, deixava bem claro que não fazia diferença para ela se eu estava bem ou não, se eu continuaria na sua vida ou não).

Covardia. Comodismo. Insegurança. “Viralatismo”.

Enquanto eu me apequenava diante de várias coisas, quem me fazia mal saía impune, feliz, pouco se importando com a maneira como aquilo cairia sobre mim e se, hoje ou amanhã, aquilo teria algum impacto negativo maior sobre a minha vida. Dane-se eu. E dane-se você também, que certamente já passou por situações semelhantes. Mas espero que você tenha aprendido a lição – eu acho que, finalmente, eu aprendi.

Não sou melhor do que ninguém, nem tenho essa pretensão. Mas sou o melhor que posso ser PARA MIM – e se esse “melhor de mim” também agradar aos outros, uhu! maravilha!; mas é bom deixar claro que os outros não são o meu foco. Eu sou. Me esforço diariamente para ser a melhor versão de mim mesma e ter orgulho do que faço e do que sou.

Levei muito tempo para entender que não adiantava nada eu me sujeitar a certas situações, esperando que, ao ser “boazinha”, aquelas pessoas me respeitassem/amassem/valorizassem, se eu mesma não estava fazendo isso e, o que é ainda pior, eu estava deixando isso bem claro para essas pessoas – “olha, você está me magoando, mas eu continuo aqui perto de você, sorrindo como se nada estivesse acontecendo, só para não te chatear; então, pode “meter o pé” sem dó em mim, que eu aguento”. Quando permiti que algumas/várias pessoas me fizessem algum tipo de mal, dei a elas a certeza que eram melhores e mais valiosas do que eu (“viralatismo” puro). E quem estava errada, no final das contas? Elas? Claro que não. Então… bora parar de palhaçada, porque já deu!

Aprendi a duras penas que algumas pessoas, e também algumas coisas, precisam ser excluídas das nossas vidas para que tenhamos mais qualidade de vida, mais dignidade, mais felicidade, mais saúde. Descobri que é difícil colocar “ordem na casa”, mas que isso não é tarefa impossível, porque quem manda na nossa casa somos nós! O nome do “antídoto” para combater essas pessoas e suas formas abusivas de relacionamento é uma coisinha chamada “amor-próprio. E isso faz um bem quando começa a fazer efeito…

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e hábitos – qualquer coisa que me pusesse para baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo; mas hoje eu sei que isso é amor-próprio. – desconhecido

Anúncios

Um comentário sobre “Leva um (bom) tempo, mas a gente aprende

  1. Pingback: Não | Can I be happy now?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s