Queria poder escrever um texto enorme…

Queria poder escrever um texto enorme, contando tudo o que se passa pela minha cabeça. Falar sobre trabalho, dinheiro, amor, amizades, conquistas, frustrações… especialmente sobre tudo o que está acontecendo neste exato momento comigo. Falar sobre perdas e ganhos, falar sobre a dificuldade de lidar com o ser humano, falar sobre lutas e derrotas, sobre desejos e expectativas, sobre frivolidades, sobre medos e inseguranças, sobre sonhos e desilusões, sobre precisar jogar a toalha em algumas situações, sobre oportunidades que escorrem pelos dedos, sobre algumas injustiças da vida, sobre depressão, sobre perder o tesão por algumas coisas…

Queria poder escrever um texto enorme, que me ajudasse a exorcizar uma série de coisas que tem rondando os meus pensamentos ultimamente. Me livrar de algumas ideias que me fazem mal, de sensações que me deprimem, de situações que não me ajudam a seguir adiante e ter uma vida diferente.

Queria poder escrever um texto enorme, no qual eu conseguisse explicar, com todos os detalhes possíveis, tudo aquilo que eu sonho e, principalmente, tudo aquilo que me aflige. Pessoas que vieram e já se foram de minha vida; pessoas que vieram e ficaram; pessoas que nunca vieram, mas que, sabe-se lá como, ficaram; situações que me amarraram a algumas lembranças e que, por algum motivo, me impedem de seguir em frente em alguns aspectos; marcas que ficaram sem que eu sequer me lembre como elas foram deixadas em mim; amigos que nem sempre foram/são tão meus amigos; colegas que são mais amigos do que eu penso…

Queria poder escrever um texto enorme, contando cada uma das ideias – loucas ou geniais – que se passam pela minha cabeça; cada sentimento bom ou cada dor sentida; cada dúvida ou cada certeza que eu tenho. Mas não dá. Porque, por mais que eu viva em função das palavras, por mais que eu dependa delas para obter o meu sustento, por mais que elas me completem e me façam companhia, elas também já me colocaram em situações delicadas e, quando em mãos “maldosas”, ajudaram a me ferir, ao mesmo tempo em que tinham me ajudado a cicatrizar algumas feridas.

Queria poder escrever um texto enorme e falar sobre tudo isso, mas me falta coragem para expor tudo o que se passa por aqui dentro e, mais ainda, me faltam palavras para explicar tudo isso.

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