Playful Kiss

Título: Playful Kiss
Título original: 장난스런 키스 / Jangnanseureon Kiss
Episódios: 16 + 7 (episódios especiais no YouTube)
Período de exibição: 01/set a 21/out/2010
Origem: Coreia do Sul
Elenco: Kim Hyun Joong (Baek Seung Jo), Jung So Min (Oh Ha Ni)

PlayfulKiss_02

Playful Kiss é um drama sul-coreano, baseado no mangá Itazura na Kiss, de Tada Kaoru, e conta a história de dois estudantes. Oh Ha Ni é uma adolescente atrapalhada, sonhadora, péssima aluna (constantemente chamada de burra por alguns personagens), mas muito persistente. Baek Seung Jo é um estudante com 200 de QI, perfeccionista, frio e arrogante, além de muito bonito. Ela é apaixonada por Seung Jo desde seu primeiro ano do ensino médio e, prestes a se formar, toma a decisão de declarar seu amor, mas é rejeitada e humilhada na frente de muitos alunos da escola em que ambos estudam. Porém, numa reviravolta do destino, ela se vê obrigada a se mudar com seu pai para casa de um amigo de infância dele que, por acaso, é pai de Seun Jo. Ingênua e sonhadora, ela vê a mudança de casa como algo positivo, afinal, terá a chance de ver todo dia o seu “príncipe encantado”, porém, para ele, isso é motivo de incômodo e vergonha – ele não quer que as pessoas da escola saibam que eles moram junto. Mas a menina é uma “problemática”, como ele mesmo a classifica, e as coisas nem sempre serão fáceis para ele. Outro problema dela é sua falta de interesse por coisas que não tenham relação com o Baek Seun Jo – ou seja, nada de hobbies, interesses sobre possíveis cursos para a faculdade… Mas, aos poucos, as coisas vão se ajeitando.

PlayfulKiss_01PlayfulKiss_03

Como fã assumida de romance água com açúcar (e, agora, de doramas), achei a série bem fofa, com momentos divertidos, alguns românticos e muita vergonha alheia (Oh Ha Ni tem o dom de atrair problemas/confusão por onde passa por conta de seu amor/obsessão por Seun Jo).

PlayfulKiss_06PlayfulKiss_07

A busca pelo príncipe encantado e o jeito sonhador de Oh Ha Ni me lembrou alguns momentos da minha adolescência – guardada as devidas proporções, evidentemente, porque eu nunca tive coragem de me declarar para o meu primeiro amor, muito menos correr loucamente atrás dele como ela faz, mesmo levando um fora atrás do outro. rs). Mas essa persistência é uma característica muito importante dela – mesmo diante das rejeições e humilhações sofridas, ela não desiste do seu amor (ela tem o horrível apelido de “lesma de Noé” por isso…) – e isso, aos poucos, vai chamando a atenção do Seun Jo.

PlayfulKiss_OhHaNi
A submissão dessa personagem (argh!) aos caprichos de Seun Jo me pareceu um aspecto muito comum em culturas orientais, nas quais as mulheres não têm o mesmo poder de decisão dos homens. Por falar em cultura, a presença intensiva de aspectos da cultura sul-coreana na série foi uma das coisas que mais me chamou a atenção. Por não ter nenhum conhecimento sobre a Coreia do Sul, muitas atitudes e tradições soaram diferentes – e, às vezes, estranhas – quando comparadas às que temos aqui no Brasil (por exemplo, os cônjuges chamam os sogros de pais; os casais quase não se tocam ou se beijam – sexo, então, parece ser uma ocasião especial, fora do comum, mesmo para um casal jovem e recém-casado; a maneira de brincar com os outros, às vezes, parece grosseira, com tapas e empurrões; para castigar ou repreender alguém são dados beliscões nas bochechas ou soquinhos na cabeça).

Um ponto que me incomodou (meu lado feminista gritou!) foi a postura machista de alguns personagens: chamar Oh Ha Ni de burra foi uma constante; mesmo aqueles que gostavam dela faziam esse tipo de comentário. Ah, a postura da Oh Ha Ni também dá um “odiozinho” de vez em quando… (mais amor próprio, mulher!). Por outro lado, achei interessante ver Baek Seun Jo ajudando a fazer a limpeza da casa, cozinhando… A mini-temporada, disponível no YouTube (sem legenda em português) mostra um Seun Jo ainda mais interessante.

Ao longo dos 16 episódios, com cerca de 1h de duração cada (além da mini-temporada, com 7 episódios com duração média de 10 a 15 minutos), dá para amar, odiar, dar risada, relevar algumas coisas, ficar irritada e amar de novo os protagonistas, mesmo que eles tenham uma série de defeitos que, às vezes, chegam a se sobrepor às qualidades. No final, apesar dos pesares, dá para nos “derretermos” com esses dois. A mini-temporada reforça isso. Dá para cair de amores pelo Seun Jo facinho, facinho.

Se fosse uma série brasileira ou norte-americana, por exemplo, provavelmente eu ficaria com raiva de Baek Seun Jo por seu comportamento – inadmissível em nossa cultura ocidental. Não acho certo muito do que ele faz, mas é coerente com a cultura e a tradição local, então, é compreensível (não necessariamente aceitável, mas compreensível). Além disso, existem questões pertinentes à formação pessoal do personagem que, muitas vezes, justificam suas atitudes.

Avaliação: 5/5 ❤

 

 

Para mim, a melhor parte (alerta de spoiler!):

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s