Como se apaixonar – Cecelia Ahern

imagesDepois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine Rose passou a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor. Adam Basil não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

Uma leitura leve, suave e despretensiosa (apesar de ter suicídio como um dos temas principais), como tudo o que a Cecelia Ahern escreve. Quem já leu ou assistiu Simplesmente Acontece ou PS: Eu te amo sabe do que estou falando. ❤

Não vou entrar em detalhes sobre a obra, porque já está cheio de resenhas pela internet. Mas achei interessante – e isso foi o que mais me marcou – a minha semelhança com a Christine em relação à necessidade de consertar as coisas, de resolver os problemas – e as complicações que isso pode trazer à nossa vida… – e com a Amelia (amiga da Christine) e sua relação com a mãe – no meu caso, os pais. Serviu para me fazer pensar sobre algumas coisas, me ajudou a refletir sobre a necessidade de algumas mudanças e ajustes na vida. Engraçado notar como a brincadeira que a autora fazer com os livros de autoajuda – “Como fazer X em oito passos”, “Como conseguir X em 35 passos” – acabou transformando esse livro em uma espécie de ajuda para mim, ao mostrar um pouco de mim em outras pessoas…

Leitura recomendada para quem curte livros chick-lit.

 

Pearl Jam faz show intenso com mais de 3 horas de duração em São Paulo

Por Paula Craveiro para Drop Music

Fã que é fã não se intimida com calor de mais de 30 graus nem com chuva intensa, ventania e tempestade de raios. E isso foi comprovado pela legião de fãs do Pearl Jam que lotou o estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite de 14 de novembro, para a apresentação da turnê Lightning Bolt, do álbum homônimo lançado em 2013.

Liderada pelo vocalista Eddie Vedder, a banda de Seattle, com 25 anos de carreira, subiu ao palco mostrando a que veio: tirar os fãs do chão, levar amor às pessoas e deixar momentos inesquecíveis na lembrança de todos. Afinal, um show com 3h10 de duração, marcado por clássicos e covers de primeira linha, não cai fácil no esquecimento.

Logo no início da apresentação, Vedder comentou, em português, auxiliado por anotações em uma folha de papel, sobre o atentado ocorrido em Paris, na França, na noite de sexta-feira, 13, que resultou na morte de mais de 140 pessoas e que deixou outras 350 feridas. “Muito obrigado por estarem aqui. Sentimos que precisamos estar com pessoas hoje”, ele começou. “Nosso amor vai para Paris. Temos muito o que superar juntos”. Na sequência, tocaram a canção Love Boat Captain que, em seu refrão, traz a mensagem “all you need is love” (tudo o que você precisa é amor”.

Músicas como Do The Evolution, Hail Hail e Lightning Bolt fizeram o público ir à loucura, pulando e cantando sem parar.

Com pouco mais de 1 hora de apresentação, o vocalista avisou o público que, por conta dos fortes ventos e da chuva que estava prestes a cair, a banda precisaria fazer uma pausa de cerca de dez minutos, tempo suficiente, segundo ele, para que algumas medidas de segurança fossem tomadas e o show pudesse seguir tranquilamente. Enquanto a banda se preparava para deixar o palco para que a equipe técnica cuidasse dos instrumentos e verificasse a estrutura, Vedder cantou, de improviso, Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town, que não estava prevista no setlist.

No retorno ao palco, não faltaram clássicos, como Even Flow, Jeremy e Better Man, sucessos do primeiro álbum da banda, Ten, de 1991, que incendiaram o público que, àquela altura, já não estava mais se importando com a chuva que caía sem parar.

Um dos pontos mais altos da noite foi a sequência de Imagine, cover de John Lennon, que reforçou a fala de Vedder no início da apresentação sobre paz e amor, e Sirens, que emocionou boa parte do público. O setlist mesclou canções não muito conhecidas do grande público, como Long Road e Of The Girl, com alguns dos principais hits da banda, como Alive e Black, canções em que, em diversos momentos, as vozes do público sobrepunham à voz de Vedder. As únicas “falhas” do repertório, apontada por alguns fãs, foram as ausências das populares Last Kiss e Daughter.

A apresentação foi encerrada por outros dois covers – Rockin’ in the Free World, de Neil Young, e All Along the Watchtower, de Bob Dylan –, que deixaram os fãs ansiosos pelo retorno da banda a São Paulo. Como “bônus”, antes da canção de Dylan, o vocalista levou um belo de um escorregão e caiu sentado no palco molhado, rindo e arrancando risos do público.

A turnê segue agora para Brasília, onde a banda se apresentará em 17 de novembro no Estádio Nacional Mané Garrincha; Belo Horizonte, no dia 20, no Estádio do Mineirão; e Rio de Janeiro, no dia 22, no Estádio do Maracanã.

 

Setlist
1- Long Road
2- Of the Girl
3- Love Boat Captain
4- Do the Evolution
5- Hail Hail
6- Why Go
7- Getaway
8- Mind Your Manners
9- Deep
10- Corduroy
11- Lightning Bolt
12- Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
13- Even Flow
14- Come Back
15- Swallowed Whole
16- Given to Fly
17- Jeremy
18- Better Man
19- Rearviewmirror

1° Encore
20- Footsteps
21- Imagine (cover de John Lennon)
22- Sirens
23- Whipping
24- I Am Mine
25- Blood
26- Porch

2° Encore
27- Comatose
28- State of Love and Trust
29- Black
30- Alive
31- Rockin’ in the Free World (cover de Neil Young)
32- Yellow Ledbetter
33- All Along the Watchtower (cover de Bob Dylan)

Mötley Crüe

Cheguei cedo ao Credicard Hall e consegui ficar relativamente perto do palco. A abertura foi feita pela banda Buckcherry (a apresentação até que foi legal, mas durou muito mais do que eu estava disposta a assistir – 1 hora). O vocalista Josh Todd foi a exceção desse show; não me agradou. Metido a fodão, ficava pulando pelo palco, falando algumas merdas e fazendo movimentos “sensuais”. Já o guitarrista Stevie D. mandou bem.

O Mötley Crüe, com seu “estonteante” (hahaha <3) Nikki Sixx, subiu ao palco pontualmente às 23h. Quando as cortinas subiram, a empolgação tomou conta, afinal, essa foi a primeira vez que a banda tocou no Brasil, com a formação original. Eles abriram com Wild side, emendaram com Saints of Los Angeles, Live wire, Shout at the devil, Same ol’ situtation e Primal scream. Depois de uma pausa, voltaram com Home sweet home (todo mundo cantou!). Nessa hora, Tommy Lee veio para a beirada do palco agradecer ao público e dizer que esperou muito para poder tocar no País. TL também abriu uma garrafa de whisky e entregou para a plateia, que foi passando adiante. Don’t go away mad (just go) veio na sequência. Depois foi a vez de um solo do guitarrista Mick Mars (achei que foi mais barulho que qualquer outra coisa, but…) e, em seguida, a banda voltou ao palco e tocou Dr. Feelgood (Foda! Foda! Foda!), Too young to fall in love, Ten seconds to love, Girls, girls, girls, Smoking in the boy’s room e Kickstart my heart. No bis veio Looks that kill.

Resumo da ópera: o show foi muito mais foda do que eu estava esperando. A banda é simplesmente arrasadora ao vivo. E Nikki Sixx é um espetáculo a parte (ô homem lindo!).

Avenida Q

Na última sexta-feira, 14, fui convidada a assistir à pré-estreia de Avenida Q em São Paulo. O musical da Broadway é encenado com o auxílio de bonecos (o que, enganosamente, dá um ar de peça infantil) e mistura humor e irreverência ao tratar de temas polêmicos como amor e sexo, a busca de um sentido na vida, preconceito, homossexualidade, internet e pornografia, entre outros. É muito divertido!

www.avenidaq.com.br

Magnólia

  Wise up (Aimee Mann)

 

“Eu não vou me desculpar pelo que sou.
Eu não vou me desculpar pelo que necessito.
Eu não vou me desculpar pelo que quero”.
(Frank Mackey [Tom Cruise] em Magnólia)

“Arrependa-se do que quiser.
Aproveite, use o arrependimento.
Pode se arrepender.
Oh Deus
É uma longa jornada sem nenhuma glória
Uma pequena história com moral
Amor, amor
Essa maldita vida
É tão difícil
Ah Deus
A vida não é curta, é longa
O que eu fiz?
O que eu fiz?
O que eu fiz?
O que eu fiz?
(trecho de Magnólia – ? para Phil)