Como se apaixonar – Cecelia Ahern

imagesDepois de não conseguir evitar que um homem acabasse com a própria vida, Christine Rose passou a refletir sobre o quanto é importante ser feliz. Por isso, ela desiste de seu casamento sem amor e aplica as técnicas aprendidas em livros de autoajuda para viver melhor. Adam Basil não está em um momento muito bom, e a única saída que ele encontra para a solução de seus problemas é acabar com sua vida. Mas, para a sorte de Adam, Christine aparece para transformar sua existência, ou pelo menos tentar ajudá-lo. Ela tem duas semanas para fazer com que Adam reveja seus conceitos de felicidade. Será que ele vai voltar a se apaixonar pela própria vida?

Uma leitura leve, suave e despretensiosa (apesar de ter suicídio como um dos temas principais), como tudo o que a Cecelia Ahern escreve. Quem já leu ou assistiu Simplesmente Acontece ou PS: Eu te amo sabe do que estou falando. ❤

Não vou entrar em detalhes sobre a obra, porque já está cheio de resenhas pela internet. Mas achei interessante – e isso foi o que mais me marcou – a minha semelhança com a Christine em relação à necessidade de consertar as coisas, de resolver os problemas – e as complicações que isso pode trazer à nossa vida… – e com a Amelia (amiga da Christine) e sua relação com a mãe – no meu caso, os pais. Serviu para me fazer pensar sobre algumas coisas, me ajudou a refletir sobre a necessidade de algumas mudanças e ajustes na vida. Engraçado notar como a brincadeira que a autora fazer com os livros de autoajuda – “Como fazer X em oito passos”, “Como conseguir X em 35 passos” – acabou transformando esse livro em uma espécie de ajuda para mim, ao mostrar um pouco de mim em outras pessoas…

Leitura recomendada para quem curte livros chick-lit.

 

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Bem Mais Perto – Susane Colasanti

Bem-Mais-Perto

Se você estiver esperando por uma história fascinante, daquelas que prendem a atenção, com grandes momentos, esqueça. “Bem Mais Perto” definitivamente não é assim. Não chega a ser totalmente ruim, mas está longe de ser bom.

A personagem principal – Brooke – é uma adolescente de Nova Jersey que sonha em morar em Nova York, mas só decide colocar esse plano em prática no momento em que descobre que Scott, o garoto por quem é apaixonada há dois anos, está de mudança marcada para a Big Apple. Isso, por si só, já me deixou meio “ah, sério?”. Afinal, mudar toda a vida – deixar mãe, amigos, escola para trás – por causa de um garoto que sequer sabia que ela existia é um pouco demais para minha cabeça. Adolescente meio impulsiva e babaca, sabe? Mas ok, era necessário um “empurrãozinho” para que as coisas começassem a acontecer.

Já em NY, ela acaba se aproximando de Scott e ambos ficam amigos (para que isso acontecesse, Brooke agiu – a meu ver – como uma maníaca: fez mil pesquisas sobre a região onde ele moraria, onde possivelmente estudaria, passou a perambular pela rua onde ele mora para descobrir onde era sua casa…). Depois de um tempo, até consegue conquistar o garoto (de uma maneira pouco convincente, quase como um passe de mágica), mas as coisas não são exatamente como ela idealizou.

Enquanto a história dos dois se desenrola, outros personagens – raríssimos, a propósito – começam a fazer parte da nova vida de Brooke, como a nova amiga, Sadie, e John, a quem dá monitoria na escola e que acaba se apaixonando por ela. John, a propósito, me pareceu ser o personagem mais interessante do livro, com sua dificuldade de colocar suas ideias no papel e sua capacidade de verdadeiramente observar o mundo, sempre enxergando alguma novidade. Acredito que ele poderia ter sido muito mais bem explorado na história, assim como o motivo que o levou a se apaixonar por uma menina tão insossa quanto Brooke.

Ao longo do terceiro ano, Brooke tem ainda a “missão” de descobrir o que pretende fazer da vida, uma vez que o período de inscrição para as faculdades já está próximo. Só que ela não faz a menor ideia do que gosta, não sente afinidade por nada. Enfim, é uma garota meio desorientada. E, nesse ponto, acho que a autora pecou bastante. Apesar de mostrar, no início do livro, uma garota com coragem suficiente para dar uma virada em sua vida e seguir seu “grande amor” (ok, dramatizei para dar um pouco de ‘grandiosidade’ ao ato da menina), no decorrer da história Susane Colasanti passou a retratar Brooke como uma adolescente irresponsável, totalmente sem objetivos (sua única vontade é conquistar Scott, mas e ela? Não deseja nada além de um garoto em sua vida? Sério?). Decepcionante.

Apesar de Brooke não ter caído muito no meu agrado, é inegável que ela passa por um processo de amadurecimento durante a história. Ainda bem. Com o tempo, e com a ajuda dos novos amigos, a garota consegue decidir o que quer fazer da vida, encontra algo que verdadeiramente a agrade, percebe que merece mais do que um garoto bonitinho em sua vida…

Mesmo sendo visível esse crescimento da personagem, o “conjunto da obra” continua sendo fraquinho, com trechos estranhos, como se estivessem faltando alguns detalhes ou explicações.

Escreva

Oito dicas de Neil Gaiman, autor de O oceano no fim do caminho

#1. Escreva.

#2 Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa, escreva-a.

#3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar, e termine.

#4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e que gostem daquele tipo de coisa.

#5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas.

#6. Corrija. Lembre que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo.

#7. Ria de suas próprias piadas.

#8. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem…

Paula, segundo Slash

“Ninguém espera que puxem abruptamente o seu tapete. Acontecimentos capazes de mudar a vida não costumam se fazer anunciar. Embora o instinto e a intuição possam ajudar dando alguns sinais, pouco podem fazer para preparar você para o sentimento de desarraigamento que se segue quando o destino vira seu mundo de pernas para o ar. Raiva, confusão, tristeza e frustração mesclam-se dentro de você num turbilhão. Leva anos para que a poeira emocional assente, enquanto você se empenha ao máximo apenas para conseguir ver através da tempestade”.

“Vivi altos e baixos extremos e enfrentei todos até o fim. Mas quando estão tão próximos que parecem se entrelaçar, se tornam algo alienante. É algo mais também; de repente, o que antes fora familiar fica estranho e nada se mantém estável”.

“Você não pode ficar à espera de que o destino lhe dê o que acha que merece; tem de conquistar isso, mesmo que pense que pagou suas dívidas. Você pode ter alcançado o que queria, mas tem certeza de que aprendeu a lição?”

Para mim, tudo isso faz muito sentido.