Sonhe grande

Sonhe grande. 

Não se limite. 

Arrisque-se.

Siga seus sonhos. 

Frases imperativas bonitas e convincentes. Ideias fortes e motivadoras. Incentivos necessários para seguirmos nossas vidas e buscarmos nossos objetivos, ou tentarmos descobrir se, de fato, temos algum objetivo na vida.

Sempre tive certeza de que meu principal objetivo nesta vida era ser jornalista e levar informação aos meus leitores. Além disso, queria escrever e ser lida, queria deixar uma marca positiva naquela pessoa – não importa quem ela fosse. Fiz o que foi preciso para chegar lá e, enfim, me tornei o que eu queria ser.

Escrevi muito. Li muito. Pesquisei muito. Trabalhei de dia, de tarde, de noite e, também, de madrugada; em dias úteis, finais de semana e feriados. Sacrifiquei momentos de lazer ou em companhia da família. Fiz muitas coberturas de eventos. Fechei muitas publicações. Editei muitos textos. Fiz muitas entrevistas. Redigi muitas matérias, notas e artigos. Revisei muito material. Escrevi, escrevi, escrevi… até não sentir mais vontade de escrever. Pelo menos, não as coisas que escrevo para sobreviver. Durante muito anos, escrevi tanto! Mas quase nunca escrevi sobre assuntos que amo e que fossem verdadeiramente do meu interesse.

Hoje, preciso de um novo sonho, de um novo estímulo para continuar a seguir em frente. Quero um novo propósito para a minha vida. Quero continuar escrevendo, porque é isso o que eu sei fazer, porque é isso o que eu amo fazer, mas quero textos que me façam feliz. Textos que me deem prazer em escrever. Textos divertidos, dramáticos, românticos, sensuais, depressivos, infantis, sonhadores… Escrever por amor, não mais por obrigação.

Quero voltar a sonhar grande, a me arriscar, a não me limitar, a seguir meus sonhos. A ter sonhos… Quero voltar a sentir amor pelo que faço. Quero tornar a me emocionar ao ver um texto meu sendo publicado. Quero relembrar o que é receber um elogio, ou mesmo uma crítica, ao publicar um novo texto. Quero mudar a minha rota, replanejar minha vida.

Mas por que é tão difícil recomeçar? Por que é tão complicado considerar a possibilidade de começar do zero, abrir mão do que já se tem (independentemente do que já se tenha) e voltar a ser aprendiz? São muitas inseguranças e poucas (ou nenhuma) respostas. Será que terei sucesso? Será que nadarei, nadarei, nadarei e morrerei na praia? Ou será que alguém lá em cima está me guiando para uma nova vida? Queria uma resposta para essas dúvidas. Queria uma certeza sobre qual caminho seguir… porque, até agora, a única certeza que eu tenho é sobre o caminho que não quero mais seguir.

Every new beggining is some beggining’s end

Encerrar ciclos e iniciar novas etapas faz parte da vida de todo ser humano. É algo que ocorre com qualquer um, queiramos ou não, em algum momento da vida. Entre ganhos e perdas, altos e baixos, risos e lágrimas, a vida é vivida. Encerrar ciclos é fechar portas que já não dão passagem a lugar algum e, a partir daí, tentar compreender e analisar tudo o que foi vivenciado e seguir em busca de novas portas a serem abertas e de novos caminhos a serem trilhados.

No entanto, quando encerramos ciclos, nos vemos diante da árdua tarefa de iniciar novas etapas – um novo ciclo de nossas vidas. E, muitas vezes (quase sempre) esse “novo” nos causa medo, angústia e insegurança. Ainda mais quando o ciclo – seja lá qual for ele – é encerrado de maneira abrupta e inesperada, sem o nosso consentimento (uma morte, uma demissão, o fim de um relacionamento). Contudo, concordando ou não com o final de um ciclo, precisamos, de um jeito ou de outro, deixar de lado aquilo que não se encaixa mais em nossas vidas e recomeçar nossa jornada – e isso definitivamente não é uma tarefa rápida e fácil.

É preciso sonhar, idealizar, concretizar, definir metas e objetivos. É preciso reconstruir aos poucos parte do que foi perdido, mas sempre ajustando as velas para que o barco siga por um caminho melhor do que da última vez. Sem esse ajuste, corremos o risco de tornarmos a sofrer perdas e a enfrentar, cedo ou tarde, novos recomeços. É essencial não desistir da caminhada, ter perseverança, força e garra, acreditando que sempre se pode melhorar, aprimorar, crescer.

06/02/2016 – Update:

Sei que é contraditório tudo o que eu disse acima e o que estou sentindo neste momento, mas, assumo, não estou conseguindo saber ao certo como recomeçar e qual caminho devo seguir; estou me sentindo desorientada, confusa, cansada. São várias coisas acontecendo ao mesmo tempo e, juntas, elas têm me tirado o foco e me deixado ansiosa, angustiada… Sei que, quando eu menos esperar, todas essas coisas que agora estão fora do lugar terão passado e a vida está equilibrada novamente, mas, agora, não estou conseguindo vislumbrar esse futuro de calmaria. Minha única certeza, no momento, é que é hora de recomeçar a luta, reajustar as velas, levantar a cabeça e ir cuidar da minha vida. Aos poucos eu vou descobrindo como fazer isso direito.

Ano novo, vida nova (!)

Todo ano é a mesma coisa: a cada dia 1º de janeiro, as esperanças são renovadas, os planos e os projetos são revistos e as promessas e as resoluções são traçadas. Emagrecer, arrumar um novo emprego, casar (ou separar), ter um filho, adotar um pet, viajar mais, conhecer mais pessoas… Cada um tem a sua lista e as suas necessidades.

A minha primeira resolução foi “limpar” a minha vida. Tirar coisas velhas do meu armário e jogar fora fotos e lembranças de pessoas e de situações ruins. Minha primeira resolução – e minha primeira ação – do ano foi buscar a mudança de energia, retirar o que não me serve mais, o que me faz (ou pode fazer) mal, e dar espaço aos novos ares, às boas vibrações, às coisas novas e boas que a vida pode me trazer.

Que este novo ano seja assim: de limpeza, de purificação, de reenergização. Que apenas as boas vibrações, as boas pessoas, as boas lembranças… tenham espaço em nossas vidas. Que sejamos felizes.

Tchau, 2015. Pode ir!

E 2015, enfim, está terminando. Agora. Eu sei que isso não é novidade para ninguém, mas você não tem ideia do alívio que me dá saber que este ano finalmente está acabando. Tenho plena consciência de que, entre outras coisas, isso significa um ano a menos de vida para mim e para todo mundo, mas isso, de um jeito ou de outro, iria acontecer mesmo; então, é sem dor no coração que eu digo: já vai tarde, 2015. Sayonara! Adios! Auf wiedersehen! Farewell!

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2015? Argh!

Não posso ser injusta e dizer que esses últimos 365 dias foram horríveis, porque não foram. Tive alguns bons momentos, claro, como quando fui aos shows dos Backstreet Boys e do Pearl Jam, ou como quando comprei meu carro, por exemplo. Mas este ano também teve momentos ruins, como o aparecimento de alguns probleminhas de saúde em familiares e o Natal (que foi bem ruim, mas isso é história para outro momento), ou momentos de tensão, especialmente no campo profissional (maldita rádio-peão!).

Sabe aquela piadinha que diz que “ninguém é totalmente inútil, pois sempre serve de mal exemplo”? Então, 2015 não foi um ano totalmente inútil; ele colocou no meu caminho algumas encrencas, que, no final das contas, serviram para me inspirar a mudar algumas coisas na minha vida. O mais breve possível! Me mostrou o que/quem vale a pena ser mantido por perto e o que/quem eu preciso cortar parcial ou definitivamente para ter uma vida com mais qualidade e com muito mais paz de espírito e tranquilidade.

Também foi um período em que eu trabalhei demais – muitas vezes até de madrugada (apesar do cansaço em que eu vivia, valia a pena) -, e que me ensinou a me fazer de “sonsa” quando eu não tinha poder para mudar alguma coisa, e a me mostrar forte e decidida quando via que tinha condições de mudar alguma situação ou coisa – ou, pelo menos, condições para tentar mudar – mesmo que isso significasse bater de frente com algumas pessoas queridas (e outras bem longe disso). Arcar com as consequências dessas batidas de frente também fizeram parte do aprendizado, para o bem ou para o mal.

Nesses dias, consegui me livrar de um probleminha de saúde que me acompanhava desde o final de 2014, o que foi um verdadeiro alívio. Mas também foram dias de receio e de angústia por perceber que pessoas queridas estavam com problemas de saúde mais sérios do que o meu.

Resumindo, 2015 foi uma verdadeira montanha-russa de emoções (clichê…), cujos dias foram divididos em algumas alegrias e algumas tristezas, tentativas bem-sucedidas e frustrações, prós e contras, vitórias e derrotas… Foi um ano em que a exaustão (física e mental) tomou conta de mim e levou embora minha paciência para coisas desnecessárias. Pesando todos os acontecimentos… já deu de 2015.

A partir de agora, fico na torcida de que neste novo ano que está chegando as coisas sejam mais calmas ou, então, menos tensas. Aguardemos os próximos 365 dias.

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Sobre a transitoriedade da vida

Assim que nascemos, somos automaticamente inseridos em um microcosmo social – pais, tios, avós, irmãos (não no meu caso), primos. Pessoas que, mesmo que não tenhamos feito absolutamente nada para conquistar, simplesmente estão lá para o que precisarmos, quando precisarmos, se precisarmos.

E a vida vai seguindo, dia após dia, felicidade após felicidade, luta após luta, e essas pessoas, de um jeito ou de outro, geralmente se mantêm por perto – ajudando, interferindo, apoiando, apenas estando lá…

Ficamos habituados ao contato com elas; aprendemos a reconhecer (algumas de) suas atitudes e reações a determinadas situações; de modo instintivo, passamos a conhecer suas feições e seus trejeitos. Mesmo sabendo que “há tanta vida lá fora”, como cantou Lulu Santos há muito tempo, elas são efetivamente o nosso mundo, o mundo que conhecemos.

E a vida continua indo em frente, a passos cada dia mais largos e apressados, muitas vezes correndo como se, sem essa pressa, não fosse possível haver um amanhã. Aí, conforme a velocidade vai aumentando, gradativamente vamos nos dando conta de que aquele nosso microcosmo mudou. Aquelas pessoas mudaram. Nós mudamos. Para o bem ou para o mal.

Hoje há marcas nos rostos, cicatrizes deixadas pela vida e pelas pessoas que passaram por ela. As cores do cabelo, e até mesmo o tom da pele, já não são mais os de antes: surgiram os fios brancos, um a um, até se tornarem quase unanimidade sobre nossas cabeças; surgiram pequenas manchas de tonalidades variadas na pele, comprovando que muito tempo se passou desde aquele nosso primeiro encontro com elas. A memória, a disposição, o corpo já não são tão bons quanto já fora um dia.

E, mesmo sendo mágica e assustadora, a vida seguirá em sua marcha rumo ao infinito, e as cores e as texturas seguirão em processo de mutação contínua, e o nosso universo particular continuará evoluindo, provavelmente em um ritmo ainda mais acelerado… até não restar mais nada.

Sobre os últimos 365 dias

Difícil explicar o que foi 2014. Não posso dizer que foi um ano ruim, mas também não dá para afirmar que foi um bom ano. De modo geral, foi um período de altos e baixos; uma verdadeira montanha-russa emocional.

Houve uma grande mudança profissional que, embora tenha parecido assustadora no início, mostrou-se muito positiva. Ela representou o fim dos dias de tormento com um trabalho que eu não gostava, o fim das longas jornadas de trabalho (sem pagamento de horas-extras, dias de folgas e, menos ainda, consideração e educação por parte da chefia) e do cansaço e da irritação intermináveis. Significou, ainda, o início de uma possível nova carreira e de novos planos profissionais – mas ainda é cedo para afirmar e decidir qualquer coisa; tenho muito a aprender. Ah, essa mudança trouxe também a resolução de uma grande pendência que eu tinha com uma pessoa da família. Graças a Deus!

Por falar em família… Este ano eu descobri que nem toda família age como família e que, infelizmente, algumas pessoas não são o que fingem ser. Aprendi que laços de sangue nem sempre têm valor e que as pessoas podem ser ruins/desonestas quando querem. Essa descoberta trouxe consigo uma boa dose de decepção, desgosto e desamor. Mas como quem errou não fui eu, azar dessas pessoas. Tem alguém lá em cima acompanhando passo a passo as coisas que elas fazem e fizeram.

Ainda sobre família, pela primeira vez na vida, senti o que é perder alguém. Minha tia, depois de tantos anos de luta com a saúde, perdeu sua batalha e partiu em 27 de setembro. Como é difícil lidar com a ideia de que nunca mais veremos alguém tão próximo. Como é difícil ver pessoas queridas sofrendo com esse distanciamento eterno. Acho – quase com certeza – que esse foi o momento mais tenso deste 2014. Ao mesmo tempo em que a dor da perda rondava minha família, vi o quanto é importante ter amigos. Muitos estiveram presentes naquele final de semana ruim, dando seu apoio e seu amor.

Em relação aos amigos, embora eu tenha poucos (amigos de verdade são difíceis de se encontrar, e eu não confio facilmente em qualquer um), posso dizer que os meus são mais do que especiais. Não importa se estiveram fisicamente presentes, se nos encontramos apenas uma vez no ano ou se eles marcaram presença pelo Facebook ou pelo Whatsapp: o fato é que eles estiveram na minha vida e me proporcionaram muitos (muitos mesmo!) momentos de diversão, de conversas sérias, de troca de informações, de crescimento. Obrigada!

Outro ponto do alto no quesito amizade foi o casamento de uma amiga querida. A madrinha-amiga-organizadora de casamento ficou mais do que feliz em fazer parte daquele momento especial.

Este ano também foi um período de agradecer: aos meus pais, por tudo; a Deus, pela vida, pela saúde (minha e dos meus pais, mesmo diante das “capengadas” que tivemos no meio do caminho) e pela proteção do rim; pelos novos desafios profissionais; pelos aprendizados, em todos os sentidos.

Provavelmente esqueci de mencionar alguns fatos – bons e ruins –, mas isso não importa; o que realmente vale é agradecer por ter vivido mais um ano (com êxitos aqui e ali; com quedas, com direito a arranhões e aprendizados) e ter a oportunidade de iniciar 2015, de cabeça erguida, em paz e com muita disposição para fazer as coisas darem (mais) certo nos próximos 365 dias.

Que 2015 seja O ano em nossas vidas! Tim-tim!