Sinais

Existe algum sinal, algum sintoma, qualquer coisa que sirva como indicação concreta de que uma pessoa está chegando ou já chegou ao seu limite? Dor no peito? Vontade persistente de chorar? Desejo de não sair da cama ou não ouvir a voz de ninguém? Reação exagerada a uma situação de estresse? Sensação de irritação por tudo e por nada? Dores pelo corpo sem motivo aparente? Insônia ou excesso de sono? Vontade de largar tudo? Como saber se chegamos a esse limite?

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Rotina

Diariamente, às 5h40, quando o mundo externo ao quarto ainda está escuro, seu celular toca uma musiquinha chata, que a desperta para um novo dia. Dia de trabalho.

Sem pensar, apenas seguindo um ritual já gravado em seu subconsciente, ela se levanta, toma um banho e desce até a cozinha, onde toma uma pequena caneca de chá e come uma ou duas fatias de pão de forma. Menos de dez minutos para se alimentar.

Sobe a escada apressada, escova os dentes, troca de roupa (separada na noite anterior, para ganhar tempo pela manhã), penteia os cabelos, passa um batom (quando se lembra ou quando dá tempo), calça os sapatos, pega a bolsa e a mochila com o laptop, e segue seu caminho até o metrô.

Às 6h30 ela já está na plataforma, que começa a ficar cheia, mas ainda tolerável. O metrô para, ela entra no vagão, pega o celular e os fones de ouvido e coloca uma música aleatória para tocar – geralmente rock. Os olhos quase vidrados, inexpressivos, observam a paisagem do lado de fora, que passa apressada, no ritmo acelerado do metrô, que corta a cidade, mas ela não registra o que vê; seus pensamentos estão perdidos em mundos paralelos, em sonhos, em planos que não se realizarão.

Uma hora depois, ela sobe quatro lances de escada rolante, normalmente andando para ganhar tempo, e sai da estação de metrô há poucos metros da entrada do prédio onde trabalha. Sobe outros dois lances de escada no prédio, caminha mais alguns poucos metros e chega a sua estação de trabalho, que durante as próximas dez horas serão sua casa. Trabalha, trabalha, trabalha.

Fim de expediente, dez horas depois de sua chegada. Ela caminha alguns metros, desce dois lances de escada, anda mais um pouco e desce outros quatro lances. Pega o metrô no sentido oposto ao que vai, para conseguir se sentar enquanto ele faz um bate-volta na última estação da linha. Sentada, pega seu celular e fones e liga uma música qualquer. Desce na estação que faz interligação com a linha que precisa pegar, novamente pega o metrô no sentido oposto e anda quatro estações, até chegar a estação final, na qual reembarca no metrô para, enfim, seguir para casa. Desce na estação mais próxima, caminha até o terminal de ônibus e embarca naquele que a deixará na rua de casa.

Treze horas depois de sair, ela finalmente está de volta. Toma um banho, janta e vai para o computador terminar alguns trabalhos extras. Dorme às 23h30, meia-noite. Pouco antes de dormir, tenta pensar no dia que passou, mas se recorda de pouca coisa. Seu dia foi vivido no piloto automático. Sabe onde esteve e como chegou lá, mas não faz ideia do que aconteceu no trajeto. Apenas mais um dia de rotina, sem grandes emoções.

Sonhe grande

Sonhe grande. 

Não se limite. 

Arrisque-se.

Siga seus sonhos. 

Frases imperativas bonitas e convincentes. Ideias fortes e motivadoras. Incentivos necessários para seguirmos nossas vidas e buscarmos nossos objetivos, ou tentarmos descobrir se, de fato, temos algum objetivo na vida.

Sempre tive certeza de que meu principal objetivo nesta vida era ser jornalista e levar informação aos meus leitores. Além disso, queria escrever e ser lida, queria deixar uma marca positiva naquela pessoa – não importa quem ela fosse. Fiz o que foi preciso para chegar lá e, enfim, me tornei o que eu queria ser.

Escrevi muito. Li muito. Pesquisei muito. Trabalhei de dia, de tarde, de noite e, também, de madrugada; em dias úteis, finais de semana e feriados. Sacrifiquei momentos de lazer ou em companhia da família. Fiz muitas coberturas de eventos. Fechei muitas publicações. Editei muitos textos. Fiz muitas entrevistas. Redigi muitas matérias, notas e artigos. Revisei muito material. Escrevi, escrevi, escrevi… até não sentir mais vontade de escrever. Pelo menos, não as coisas que escrevo para sobreviver. Durante muito anos, escrevi tanto! Mas quase nunca escrevi sobre assuntos que amo e que fossem verdadeiramente do meu interesse.

Hoje, preciso de um novo sonho, de um novo estímulo para continuar a seguir em frente. Quero um novo propósito para a minha vida. Quero continuar escrevendo, porque é isso o que eu sei fazer, porque é isso o que eu amo fazer, mas quero textos que me façam feliz. Textos que me deem prazer em escrever. Textos divertidos, dramáticos, românticos, sensuais, depressivos, infantis, sonhadores… Escrever por amor, não mais por obrigação.

Quero voltar a sonhar grande, a me arriscar, a não me limitar, a seguir meus sonhos. A ter sonhos… Quero voltar a sentir amor pelo que faço. Quero tornar a me emocionar ao ver um texto meu sendo publicado. Quero relembrar o que é receber um elogio, ou mesmo uma crítica, ao publicar um novo texto. Quero mudar a minha rota, replanejar minha vida.

Mas por que é tão difícil recomeçar? Por que é tão complicado considerar a possibilidade de começar do zero, abrir mão do que já se tem (independentemente do que já se tenha) e voltar a ser aprendiz? São muitas inseguranças e poucas (ou nenhuma) respostas. Será que terei sucesso? Será que nadarei, nadarei, nadarei e morrerei na praia? Ou será que alguém lá em cima está me guiando para uma nova vida? Queria uma resposta para essas dúvidas. Queria uma certeza sobre qual caminho seguir… porque, até agora, a única certeza que eu tenho é sobre o caminho que não quero mais seguir.

Cara a cara

Se eu pudesse realizar um desejo hoje, neste momento, certamente seria ter a chance de bater um papo com Deus, cara a cara; e perguntar tudo o que eu gostaria de entender sobre a minha vida. O porquê de muitas coisas que acontecem ou que não acontecem; o porquê de as coisas serem como são; de eu ser como sou; os motivos de eu me sentir como me sinto; de algumas pessoas serem como são comigo… Seria incrível ter esse contato direto com Ele e entender a minha vida. Talvez Ele pudesse me mostrar algum sentido nisso tudo, porque até agora eu ainda não entendi nada…

Revisão e Produção de Conteúdo

Produção de conteúdo

  • texto jornalísticos;
  • conteúdo fixo para site;
  • ghost writer (para livros, teses…).

Revisão de textos e copidesque

  • livros e revistas;
  • monografias, teses, TCC;
  • norma ABNT.

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Descaso com a saúde em São Paulo

Paula Craveiro

Como um transplantado, dependente de medicamentos para evitar a rejeição do órgão recebido, pode explicar para o seu organismo que, excepcionalmente, ele não receberá o remédio necessário naquela semana? “Aguenta aí só uns cinco dias. Depois eu volto a te dar o medicamento. O que são 5, 10, 15 dias na vida de alguém, não é, rim?

O corpo não tem essa compreensão; os órgãos não podem esperar pacientemente enquanto a logística do SUS/Ministério da Saúde se reorganiza e deixa as farmácias dos postos de alto custo sem o estoque necessário para atender às necessidades dos pacientes cadastrados para o recebimento dos medicamentos.

Para os receptores e para sua família, esse é o tipo de situação que não tem o menor cabimento! Depois de enfrentar anos de tratamento, hemodiálise… e, enfim, conseguir um órgão, não tem nada no mundo que justifique a perda dele por causa de erro…

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Quotes about me

Fazia muito tempo que eu não relia as quotes que eu havia postado aqui. De algum modo, eu sentia como se elas não dissessem mais nada – ou, ao menos, não tanto – sobre quem eu sou agora, anos depois. Mas a maioria delas continua fazendo total sentido sobre a minha vida, sobre o meu momento, sobre mim.

“Ninguém espera que puxem abruptamente o seu tapete. Acontecimentos capazes de mudar a vida não costumam se fazer anunciar. Embora o instinto e a intuição possam ajudar dando alguns sinais, pouco podem fazer para preparar você para o sentimento de desarraigamento que se segue quando o destino vira seu mundo de pernas para o ar. Raiva, confusão, tristeza e frustração mesclam-se dentro de você num turbilhão. Leva anos para que a poeira emocional assente, enquanto você se empenha ao máximo apenas para conseguir ver através da tempestade”. [Slash]

“Vivi altos e baixos extremos e enfrentei todos até o fim. Mas quando estão tão próximos que parecem se entrelaçar, se tornam algo alienante. É algo mais também; de repente, o que antes fora familiar fica estranho e nada se mantém estável”. [Slash]

“Eu não vou me desculpar pelo que sou.
Eu não vou me desculpar pelo que necessito.
Eu não vou me desculpar pelo que quero”.
[Frank Mackey (Tom Cruise) em Magnólia]

“(…) Essa maldita vida. / É tão difícil. / Ah Deus! / A vida não é curta, é longa. (…)
[trecho de Magnólia – ? para Phil]

“Estou cansada, cada vez mais incompreendida e insatisfeita comigo, com a vida e com os outros. Diz-me, porque não nasci igual aos outros, sem dúvidas, sem desejos de impossível? E é isso que me traz sempre desvairada, incompatível com a vida que toda a gente vive…” [Florbela Espanca]

“Quando eu olho para trás eu vejo tanto esforço, tanta dedicação, tanto trabalho. Para quê? E a minha vida? A minha vida eu guardei para depois. Mas eu nunca pensei que poderia não haver um depois.” [E Se Fosse Verdade/Just Like Heaven, 2005]

 “… entrei num ritmo frenético de pensamentos e, de repente, dá uma caída e você entra num lugar estranho dentro de você mesma…”

 “Eu quero deixar uma marca. Mas (…) as marcas que os seres humanos deixam são, com frequência, cicatrizes.” [A Culpa é das Estrelas]