Love, Rosie

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You need someone who can help you reach your dreams and who can protect you from your fears. You need someone who will treat you with respect, love every part of you, especially your flaws. You should be with someone who can make you happy, really happy, dancing-on-air happy.

Love, Rosie (2014)

Leva um (bom) tempo, mas a gente aprende

Leva um (bom) tempo até a gente finalmente entender que algumas pessoas simplesmente não valem a pena ser mantidas em nossas vidas (ou nunca valeram, se pararmos para pensar direitinho no assunto). Mas até chegarmos a este entendimento, até vermos as coisas com mais clareza, são muitas as caras quebradas, as portas na cara, os choros, os momentos de tristeza, as desilusões, as frustrações… que temos que encarar.

É amigo? Ah, vamos dar mais uma chance. Afinal, aquela pisada de bola nem foi tão séria assim, sem contar que foi sem querer que a pessoa fez aquilo (tudo bem que aquela é xxxª mancada “sem querer” que a pessoa dá com você, mas antes isso do que ficar sem amigo, não é?).

É colega de trabalho? Ah, vamos relevar para manter a paz no ambiente de trabalho e preservar o emprego (mesmo que a pessoa seja escrota com você em todas as oportunidades possíveis e que o emprego nem seja lá grandes maravilhas, mas é preciso manter a pose, o “profissionalismo” e a cabeça no lugar, afinal, o mercado de trabalho está ruim).

É da família? Ah, poxa! Aí não tem mesmo como cortar da nossa vida. Família é para sempre, é sagrada, é “sangue” (mesmo que a pessoa viva lhe criticando negativamente, mesmo que ela tente lhe fazer algum tipo de mal, mesmo que a pessoa viva semeando a discórdia entre seus parentes, mesmo que ela seja um poço de ingratidão, mesmo que a pessoa só se lembre de você quando precisa de alguma coisa, mesmo que a pessoa não saiba argumentar e prefira partir para a agressão física e moral… mas como ela é da família, a gente acaba aceitando, porque é um laço muito forte e o amor prevalece, né?).

Não. NÃO! Não é assim que as coisas funcionam!

Para alguém ficar na minha vida, essa pessoa tem que ser boa para mim, tem que me fazer bem – e o inverso também é válido, ou seja, para eu ficar na vida de alguém, tenho que valer a pena para esse alguém, não dar apenas dor de cabeça. Não importa se é amigo, conhecido, colega de trabalho ou parente. Se não me faz bem, passar bem! Tome seu rumo e me deixe em paz.

Mas, nossa… Como a gente demora para entender uma coisa tão simples e “boba” como essa!

Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais do que qualquer coisa. – Pe. Fábio de Melo

Cansei de levar desaforo para casa. Cansei de ouvir bobagens. Cansei de passar por situações que eu não precisava passar. Cansei de sorrir só para não arrumar confusão, quando a minha vontade, na verdade, era voar no pescoço da pessoa e colocar os pingos nos “is”. Cansei de manter o status quo só para não destoar do restante da multidão. Tudo por medo de reagir e “perder” alguém que eu queria bem (mas que, por suas atitudes, deixava bem claro que não fazia diferença para ela se eu estava bem ou não, se eu continuaria na sua vida ou não).

Covardia. Comodismo. Insegurança. “Viralatismo”.

Enquanto eu me apequenava diante de várias coisas, quem me fazia mal saía impune, feliz, pouco se importando com a maneira como aquilo cairia sobre mim e se, hoje ou amanhã, aquilo teria algum impacto negativo maior sobre a minha vida. Dane-se eu. E dane-se você também, que certamente já passou por situações semelhantes. Mas espero que você tenha aprendido a lição – eu acho que, finalmente, eu aprendi.

Não sou melhor do que ninguém, nem tenho essa pretensão. Mas sou o melhor que posso ser PARA MIM – e se esse “melhor de mim” também agradar aos outros, uhu! maravilha!; mas é bom deixar claro que os outros não são o meu foco. Eu sou. Me esforço diariamente para ser a melhor versão de mim mesma e ter orgulho do que faço e do que sou.

Levei muito tempo para entender que não adiantava nada eu me sujeitar a certas situações, esperando que, ao ser “boazinha”, aquelas pessoas me respeitassem/amassem/valorizassem, se eu mesma não estava fazendo isso e, o que é ainda pior, eu estava deixando isso bem claro para essas pessoas – “olha, você está me magoando, mas eu continuo aqui perto de você, sorrindo como se nada estivesse acontecendo, só para não te chatear; então, pode “meter o pé” sem dó em mim, que eu aguento”. Quando permiti que algumas/várias pessoas me fizessem algum tipo de mal, dei a elas a certeza que eram melhores e mais valiosas do que eu (“viralatismo” puro). E quem estava errada, no final das contas? Elas? Claro que não. Então… bora parar de palhaçada, porque já deu!

Aprendi a duras penas que algumas pessoas, e também algumas coisas, precisam ser excluídas das nossas vidas para que tenhamos mais qualidade de vida, mais dignidade, mais felicidade, mais saúde. Descobri que é difícil colocar “ordem na casa”, mas que isso não é tarefa impossível, porque quem manda na nossa casa somos nós! O nome do “antídoto” para combater essas pessoas e suas formas abusivas de relacionamento é uma coisinha chamada “amor-próprio. E isso faz um bem quando começa a fazer efeito…

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo o que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e hábitos – qualquer coisa que me pusesse para baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo; mas hoje eu sei que isso é amor-próprio. – desconhecido

Vai em paz, bonequinho!

E o dia começou triste… muito triste… E o mundo perdeu um pouquinho do brilho, um pouquinho da sua beleza… E eu perdi um pedacinho do meu coração…

Vai em paz, Bobbynho. A sua missão de alegrar as pessoas foi cumprida, meu amor.

Sua agilidade, sua graça, seu jeito carinhoso ficarão aqui, guardadinhos dentro da gente.

A prima vai sentir muito a sua falta, bebê, pra sempre! Vou sentir muita saudade de te ver entrando correndo aqui em casa e pulando no sofá, se “raspando” e agitando as patinhas, todo feliz e empolgado; vou sentir muita falta de ver sua carinha, seus olhinhos meio puxados, do seu pelo fininho e macio; vou sentir falta de te ver correndo atrás da Hannah; de te ver vestindo a roupinha camuflada e as sua gravatinhas; de te ver roubando os ossinhos da Mel e deixando sua prima com ciúme; de ver você deitado embaixo da minha cama, da mesa ou do criado-mundo, em Ibiúna; vou sentir falta da sua agilidade; da sua “carência” e necessidade de estar sempre perto de alguém; da sua mania de deitar no tapetinho em frente ao fogão e, principalmente, na porta da geladeira… Vou sentir muito a sua falta, por qualquer motivo. Mas apesar da vontade de chorar o dia inteiro de tristeza, até secarem todas as minhas lágrimas e essa sensação de “nunca mais a prima vai te ver” sair de mim, sei que foi o melhor que Deus pôde fazer por você. Aquela doença – maldita doença! – estava roubando suas forças diariamente, fazendo você sofrer… Agora aquilo tudo acabou. Seu sofrimento acabou, bonequinho da prima, xing ling da tia.

Vai em paz, meu amor. Que Deus e São Francisco estejam sempre com você. A prima te ama.

Na balança do parquinho <3De roupinha camuflada

Baby Bobby e sua vaquinhaOs primos Bobby e Mel

Dormindo no criado-mudoDormindo na sua caminha

40 anos de casamento

Há 40 anos, eles disseram SIM diante da família e de amigos. 💏 E de lá para cá vieram muitas alegrias e decepções, vitórias e derrotas, altos e baixos, euzinha e a Mel (rs), saúde e doença, bons e maus momentos…

Destes 40 anos, tive a felicidade de acompanhar de perto essas duas pessoas (meus melhores amigos, meus exemplos de caráter e honestidade, de amor, de respeito) por 34 anos e sei o quanto da jornada tem sido uma aventura – como todo casamento deve ser.

Pai e mãe, parabéns por esses 40 anos. E que venham muitos outros. AMO VOCÊS. Mais do que tudo nessa vida. ❤❤❤

Esse tipo de gente

Pensando em como as pessoas podem ser doentes e maldosas por causa de preconceitos bobos.

Hoje, no café da manhã, dividi uma mesa com um casal – um moreno baixinho, menor que eu, de Irecê (BA), e seu namorado, um negro alto, de uma cidade de Moçambique (não guardei o nome). O primeiro era arquiteto e o segundo, professor de dança, e trabalham em Madri há alguns anos. Conheceram-se lá e, depois de quase dez anos juntos, resolveram, finalmente, conhecerem suas famílias. Em Moçambique, a apresentação foi um fiasco. O baixinho sequer foi recebido pelos familiares do namorado. Aqui, a coisa não foi muito melhor. Os pais choraram, o pai disse que não aceitava filho baitola, que aquele “nego” que tinha que morrer, e por aí vai. Se eu fiquei triste com tudo isso, imagino o que eles sentiram.

Depois desses perrengues, revolveram se dar uns dias de férias antes de voltarem para casa e foram para Recife curtir o carnaval, e depois vieram para Fortaleza. Comentaram que aqui no hotel não tiveram contato com ninguém depois que um pai proibiu que seus filhos – “um casal de crianças loiras”, como disseram – falassem com “esse tipo de gente”. O negro, gente boníssima, diga-se de passagem, disse, com seu sotaque carregado, que aquilo doeu tanto quanto a rejeição da família dele. “Que tipo de gente somos? Que mal hacemos a eles sendo como somos?”. Não sei, de verdade. Não sei.

Mudamos de assuntos, conversamos sobre nossos trabalhos, sobre a beleza dessa praia, sobre outras amenidades; terminamos nossos cafés e nos despedimos. Subi para o quarto e eles continuaram lá embaixo.

Na hora do almoço, passei pela recepção e os encontrei, fazendo o check out. Eles vieram me agradecer a gentileza de ceder parte da mesa para que eles se sentassem. “Agradecer o quê, gente?! Pelo amor de Deus!” Como amigos de longa data, ambos me deram um abraço, tiraram uma foto (que eu sinceramente espero receber uma cópia) e foram para o aeroporto. Estavam felizes em voltar para casa, onde seriam bem recebidos pelos amigos que lá ficaram, sem se preocupar com os preconceitos descabidos. Fiquei feliz e aliviada por eles. De volta às suas vidas normais.

Não é apenas o preconceito contra gays, negros, mulheres, nordestinos ou qualquer outro grupo que me

Não é apenas o preconceito contra gays, negros, mulheres, nordestinos ou qualquer outro grupo que me “mata”, mas o fato de ver pais ensinando seus filhos a serem tão medíocres e odiosos quanto eles.

Koi no yokan

Koi no yokan (japonês): “premonição do amor”.
A sensação, após conhecer alguém, de que você
se apaixonará por aquela pessoa.

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Sensação estranha, difícil de explicar e bem diferente de amor à primeira vista. É quase uma “certeza” que a gente tem, mesmo sem ter nenhum motivo, de que o amor vai surgir, em breve, independente de sua duração ou de sua intensidade.

Quando eu o vi pela primeira vez, entrando no colégio, com confiança, seguro de si (embora aquele tenha sido seu primeiro dia naquele ambiente cheio de pessoas que ele não fazia ideia de quem fossem), senti que havia algo diferente. Comigo. Naquele instante eu havia mudado. Não sabia quem ele era, de onde vinha, o que pretendia fazer depois do colegial. Mas, por alguma razão, sabia (sentia…) que era ele – pelo menos naquele momento era ele o cara certo.

Passou o tempo, aquela “premonição de amor” se concretizou e eu, inocente, me apaixonei pelo garoto lindo, literalmente disputado a tapa por algumas meninas da escola.

Mais de 15 anos depois, quando me lembro daquela época, da força do meu sentimento, da verdade que ele continha e da convicção que eu tinha em relação a tudo o que envolvia aquele garoto, sinto-me frustrada por ver que o amor não vingou. Ainda hoje tenho certeza, tão forte e real quanto aquela de que o amor viria, de que nós dois poderíamos ter sido felizes juntos. Enfim… a vida continua.

Se existe algo nesta vida que eu realmente tive certeza foi de que eu, cedo ou tarde, acabaria me apaixonando por aquele garoto.

Amor em tempos de Olimpíada ou Copa

Na TV, uma mulher grita que ama o Brasil, enquanto outra diz que o Brasil “é tudo” – apenas porque ambas acabaram de ver um ginasta medalista olímpico passando perto delas com uma medalha de ouro que, vale lembrar, elas JAMAIS chegarão perto e não tiveram nenhum mérito na conquista.

Por que será que esse “amor sincero” por nosso País – que eu acredito que seja “tudo” mesmo – não se manifesta em momentos verdadeiramente necessários, como o período de eleição, por exemplo? Quem realmente ama seu país manifesta esse amor continuamente, não apenas quando a seleção de futebol, vôlei e afins ganha uma medalha em Olimpíada ou vence a Copa.

Será que o amor dessas pessoas por suas famílias e amigos também é inconstante e só “funciona” mediante estímulo (presentes, por exemplo)? ¬¬