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La insoportable indignidad de ser periodista

Por JOHN CARLIN (El País)

Toda sabedoria humana se resume em duas palavras: esperar e esperança. Alexandre Dumas

Cualquier reportero, si es honesto, lo reconoce: el periodismo es un oficio indigno. Siempre esperando, siempre suplicando. Deberían incluir en todos los cursos de periodismo unas buenas sesiones de budismo zen, para que los jóvenes incautos que piensan meterse en este negocio adquieran las dosis necesarias de paciencia, filosofía, paz espiritual.

El problema es la entrevista, materia prima tan imprescindible para el reportero como el arroz para la paella, el balón para Leo Messi, el peluquero para David Beckham. Sin acceso a la gente indicada para determinada historia, no hay historia. Lo que hay es fracaso, fracaso que pude conducir al desempleo. Por eso lo primero que se requiere para ser reportero es persistencia, admirable virtud condenada siempre a rozar la humillación. Uno llama o envía un correo electrónico solicitando hablar con alguien. Puede ser el asistente del alcalde de un pueblo de 500 personas, o el gerente de marketing de una mediana empresa de tuberías, o un ministro, o un personaje mundialmente conocido. Lo normal es que no te contesten ni a la primera, ni a la cuarta o que, peor todavía, te digan: “Mañana le decimos algo”. Llega mañana y no te han dicho nada. Al final coges el teléfono, llamas de nuevo y más de lo mismo. A veces, al final, te dicen que sí y la entrevista se hace; a veces acabas en nada.

El proceso es así. Pierdes el tiempo, te estresas, te desesperas, quieres matar a alguien, quieres matarte a ti mismo, te preguntas: “¿Por qué, por qué, por qué no le hice caso a mi mamá y me metí en un trabajo como Dios manda?”.

Ahora, lo peor, lo peor con diferencia, es ser un periodista deportivo. O, para ser más exactos, un periodista cuyo trabajo incluye la necesidad de acceder a futbolistas de Primera. Conseguir una entrevista con un jefe de gobierno o con un líder guerrillero no es fácil, pero es un juego de niños comparado con el calvario de intentar conseguirla con un chaval de 20 años que es millonario gracias a su especial habilidad para patear una pelota.

A veces ocurre que, después del denigrante proceso que acabamos de describir, te la conceden. En tal caso es perfectamente posible que llegues al lugar indicado a la hora indicada (incluso después de coger un avión) y te digan: “Perdón, el futbolista ha cambiado de opinión. La haremos otro día”. O que, como en el 90%, tengas que esperar una o dos horas más de lo previsto para tu audiencia con el pequeño rey (porque se demoró en la ducha, porque tenía que rematar el partido de PlayStation). Y entonces, al final, cuando por fin has conquistado la gloria de tenerle enfrente, con la grabadora rodando, te transmite sin ningún disimulo la sensación de que podría estar haciendo cosas mejores (otro duelo de titanes en la PlayStation, comprarse otro Ferrari, tocarse las narices en casa). Y después, después de tragarte tanta bilis, el terrible e inevitable desenlace es que no te ha dicho nada que sea remotamente noticia, que agregue una migaja a la suma del conocimiento humano. Como el caso del jugador del Barça que hace una semana nos dijo: “Necesitamos ganar los dos partidos finales para ganar la Liga”, pedazo de banalidad que dio titulares (sí, sí, a esto hemos llegado) en prácticamente todos los diarios españoles.

Hay gratas excepciones. Hay jugadores que te tratan como un ser humano. Hay incluso algunos que te dicen algo que vale la pena. Como Benoit Assou-Ekotto, francés del Tottenham, que la semana pasada le dijo a un afortunadísimo periodista inglés que su principal lealtad no era a la camiseta de su club, sino al dinero. “¿Existe un jugador en el mundo”, dijo, “que firma por un club y dice, ‘Oh, adoro tu camiseta? Su camiseta es roja: ¡Me encanta!’. ¡Qué va! Lo primero de lo que habla es dinero”.

Casos excepcionales como el de este heroico, honesto y suicida francés son los que te animan a seguir en la lucha, a mantener viva la llama de la esperanza. Pero al final muere, eso sí. Muere. Y en ese caso no le queda más remedio al reportero que huir a la relativa paz del paro, o cambiar de bando (tomarse la venganza contra la profesión de pasarse al equipo de comunicación de un club de fútbol) o, cuando el desgaste ya ha sido demasiado y la energía y la paciencia se han agotado, encontrar la salvación en la prejubilación periodística del escritor de columnas de opinión.

Uniban

Que tipo de roupa um homem deveria usar para causar tumulto em uma universidade, gerar ameaças de estupro (contra ele, evidentemente), ser ofendido por uma multidão enfurecida (composta, basicamente, por pessoas do sexo oposto), precisar se trancar em uma sala de aula por medo de ser agredido/violentado e só conseguir sair de lá com escolta policial, sob coro de algum termo ofensivo?

Nem mesmo aparecendo nu esse homem seria capaz de causar tamanho alvoroço. Mas em uma sociedade machista e preconceituosa, baseada em um falso moralismo, bastou uma mulher aparecer com um vestido mais curto que o “aceitável” para que um grupo de primatas estudantes de “nível superior” da Uniban, de São Bernardo do Campo (SP), quisesse a cabeça – e outras partes – de uma graduanda de Turismo.

Não estou dizendo que a roupa que ela usou não importa – importa sim, uma vez que vivemos em sociedade e, para que isso ocorra de maneira harmoniosa, algumas “regras” devem ser seguidas. Mas precisava a faculdade inteira parar?  Precisavam fazer ameaças de estupro? Precisavam ficar pendurados na janela como macacos? Que absurdo é esse?!

Tenho certeza que esses mesmos homens, metidos a machões e donos de moral irrepreensível (hahaha, faz-me rir!), já saíram dezenas de vezes em busca de garotas com as mesmas características dessa estudante, mas, como era conveniente para eles, nenhuma delas foi chamada de puta. Também tenho certeza que essas mesmas mulheres, que engrossaram o coro contra a estudante, também já usaram roupas insinuantes – curtas, decotadas, justas… – para chamar a atenção de algum cara por aí, mas também não são meretrizes. Só a outra é que é, né?

Lamentável ver uma atitude como essa vinda de pessoas ditas de nível superior, que têm acesso à cultura, que vivem em um mundo mais democrático e liberal do que o que viveram nossos pais e avós, com acesso praticamente ilimitado à educação e à informação.

Mas tem o lado B da história: também foi lamentável a atitude da aluna ofendida. De verdade: qual a necessidade de se vestir daquela maneira para ir à faculdade? Ela (e os pais dela também) não viram que a roupa estava extremamente curta, provocativa demais? Que raio de família “liberal” – ou libertina? – essa aluna tem? O que passa na cabeça da pessoa ao se vestir dessa maneira, seja para ir à faculdade ou à uma balada? Em qualquer lugar ela seria vista e taxada como profissional do baixo meretrício mesmo! É inevitável.

Temo, de verdade, pelo futuro, ao ver que essas pessoas, esses universitários (ofensores e ofendida – jamais vítima, porque a menina tinha bastante noção do tipo de roupa que estava usando), são o futuro de nosso país, de nosso mundo. Tenho medo do que pode acontecer; tenho vergonha do que já está acontecendo.

Diante de uma situação tão ridícula e absurda, resta à Uniban – além de tentar contornar o estrago à sua imagem – estabelecer algumas regras de conduta para os alunos, como exigir moderação no vestuário (especialmente para as mulheres) e a adoção de medidas enérgicas em casos de tumulto.

+ infos: http://migre.me/aku8 | http://migre.me/aks9

Dia dos Jornalistas

Dia 7 de abril = Dia do Jornalista = Dia da Verdade

“Petrobras faz nova descoberta
No Dia da Mentira, a Petrobras reforça uma grande e verdadeira descoberta: se primeiro de abril é o Dia da Mentira, 7 de abril, Dia do Jornalista, deveria ser considerado como o Dia da Verdade. Por isso, receba antecipadamente os cumprimentos da Gerência de Imprensa da Comunicação Institucional da Petrobras.”

(E vá a PQP quem acha que diploma de jornalista não é necessário!)

Verdade seja dita

Estou acompanhando pela TV a cobertura sobre as chuvas que caem insanamente em São Paulo e a situação está bem ruim. Mais um dia de enchentes, caos, pessoas perdendo seus bens, trânsito parado, raios atingindo pessoas, ruas interditadas e reclamações – nem sempre lógicas.

É fato que os governantes, não apenas de São Paulo, precisam investir mais em infra-estrutura, segurança e afins. E isso não é um pedido da população; é uma obrigação desses caras. Foram eleitos para isso. Mas o povo não se toca de que também tem culpa no cartório.

Pelas imagens que o (irritadinho-irritante) Datena está mostrando, tem muito lixo nas ruas: placas enormes de isopor, muita madeira, sacos de lixo, garrafas pet, papéis etc. De quem é a culpa? Será que foram apenas todos os governantes que jogaram essa lixaiada toda nas ruas? Não é, em hipótese alguma, culpa da população porca e sem consciência ambiental (e higiênica)?

Ah, faça-me o favor! Meter pau em políticos é fácil e todo mundo gosta (além de também ser necessário, para ver se, assim, alguém faz alguma coisa útil), mas também precisamos aprender a policiar nossos próprios atos e tomar vergonha na cara, né?